Longevidade com qualidade

Maria Cristina Silva Pereira

Dentre os princípios racionalistas cristãos listados na obra Racionalismo Cristão, 44ª edição, o de número 16 nos orienta a promover a longevidade.

A despeito do aumento da expectativa de vida da população humana nos dias de hoje, em relação à expectativa de vida verificada no início do século XX, por exemplo, o número de mortes prematuras é muito significativo. As razões mais frequentes, no Brasil, são algumas doenças crônicas que, sem a devida atenção e combinadas com fatores complicadores, podem ser causadoras da morte precoce de adultos ou, na melhor das hipóteses, comprometer a qualidade de vida dos mais idosos.

No dia 18 de junho de 2011, durante palestra sobre o tema "Entendendo o Diabetes", proferida na Filial Santos do Racionalismo Cristão pelo médico endocrinologista Dr. Alex Carvalho, uma palavra chamou a atenção da plateia presente: educação.

É necessário que os governantes invistam em políticas públicas de educação para a prevenção. O conhecimento da doença, do funcionamento do organismo, dos fatores de risco e das atitudes adequadas a serem tomadas para minimizar o risco de comprometimento do organismo constituem o primeiro passo para que todo e qualquer indivíduo alcance a longevidade com qualidade.

Devemos resgatar hábitos alimentares de nossos antepassados. Na atualidade, a geração da era industrial prioriza a alimentação industrializada, rica em açúcar, sal, gordura e aditivos químicos, comprovadamente comprometedores da boa saúde, em lugar da alimentação natural (frutas, legumes, verduras, grãos integrais), muito mais saudável.

O estágio atual do avanço da tecnologia contribui para a inatividade física, outro hábito a ser modificado por quem deseja ter vida longa e saudável. Os automóveis, elevadores e controles remotos, nos convidam à inatividade.

Alimentação saudável e atividade física moderada e constante constituem os elementos-chave para a prevenção de várias doenças e são hábitos que devem ser adquiridos por todos, não só por quem está preocupado com alguns sinais que o corpo possa estar dando de que algo não está bem: o pré-diabetes, a hipertensão arterial, o sobrepeso, por exemplo.

E aqui vai uma boa notícia: estudos recentes indicam que de um grupo de pessoas com pré-diabetes que foram orientadas tão somente a terem alimentação saudável e praticarem atividade física, a maior parte não desenvolveu a doença. Ao contrário, nos outros dois grupos com as mesmas condições de saúde, um que recebeu medicação para tratamento do diabetes e o outro que recebeu tratamento com placebo, o desenvolvimento da doença, ao final dos três anos da pesquisa, foi bastante expressivo.

Dentro da ideia de educação para a prevenção, as crianças e os jovens também precisam ser estimulados a formarem esses hábitos desde tenra idade.

Para os que acham tal empreitada muito difícil em face ao verdadeiro bombardeio que sofremos diariamente dos comerciais da televisão, é bom que se diga que ninguém, salvo casos específicos, está proibido de, ocasionalmente, comer alguma guloseima ou petisco. E aqui, podemos exercitar outro princípio racionalista cristão, o de número 18, que nos orienta a usar de comedimento, no alimentar e em todas as nossas ações.

Junho 2011

 

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