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Passes e sacudimento

Antonio Cristovam Monteiro

Por várias vezes nos têm indagado se o sacudimento praticado nas sessões de limpeza psíquica são os mesmos passes mediúnicos habituais em centros espíritas a até, de um certo tempo para cá, em outros credos religiosos. Para melhor compreensão do assunto, faz-se mister um breve exame retrospectivo da história do Racionalismo Cristão.

De início, o nosso Luiz de Mattos professava o espiritismo evangélico de Kardec, como se sabe, impregnado dos chamados passes mediúnicos, preces, confabulação com os espíritos desencarnados e outras práticas místicas voltadas para o sobrenatural.

Com o correr do tempo, Luiz de Mattos, recebendo intuição dos espíritos superiores, tendo como mentor máximo o do notável padre Antonio Vieira, reformulou todo o conceito do espiritismo, evoluindo para um estágio de conhecimento superior, impulsionado pelas lições ditadas, pois, pelos espíritos superiores e calcadas nos ensinamentos de Jesus Cristo, condensou-as na monumental obra "Racionalismo Cristão".

Em conseqüência, abolidos foram os passes, preces, confabulação com os espíritos desencarnados e todo o ranço místico do espiritismo evangélico, instituindo, assim, o "Espiritismo Racional e Científico Cristão". Então, nessa nova ordem de coisas, permaneceu, apenas, o sacudimento que, de modo algum, em essência, se confunde com os chamados passes mediúnicos, como se pode constatar no capítulo II da obra "Prática do Racionalismo Cristão" que, tratando da desobsessão, pontifica: "O sacudimento tem por fim facilitar o arrebatamento pelos espíritos do Astral Superior, ali presentes – sessões de limpeza psíquica – do obsessor do corpo do obsedado", acrescentando mais: "Os esteios irradiam, confiantes, para melhor reforçar as correntes e facilitar a ação desobsessora".

Por isso, o sacudimento, em princípio, é adotado como prevenção, para conter as criaturas vítimas de obsessores furiosos, e, fora disso, funciona apenas com a advertência preparatória para concentração do estado de espírito ideal, para as irradiações ao Astral Superior, irradiações que nada mais são do que vibrações do pensamento para a emissão dos fluidos que, penetrando no perispírito, levantam a vida anímica, fortalecendo o espírito para maior receptividade do Astral Superior.

Não resta a menor dúvida de que o espírito necessita de tônico como o corpo físico. Daí, o que se pratica no Redentor, Casa Chefe, seus filiados e correspondentes espalhados pela Terra, é autêntica ciência, a fluidoterapia. Através dela, os fluidos também atuam nas moléculas e átomos da água, produzindo a verdadeira e única água fluídica, prática tão desmoralizada por esse mundo além, principalmente nas baiúcas, e até individualmente em qualquer situação pelos "camelôs" do espiritismo rasteiro, benzendo água de qualquer forma ilaqueando os desprevenidos. Que nos desculpem os camelôs comerciantes, decentes e honestos que, com a crise de falta de empregos, ao sol ou à chuva, vendem as suas mercadorias físicas para a sua sobrevivência.

Bem claro está que, no Racionalismo Cristão, não se mendigam favores, proteção a quem quer que seja, e muito menos ao Astral Superior, pois ele dita a disciplina, e quem esta seguir, sem desvios, está no caminho certo em todos os aspectos do viver terráqueo.


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