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As faculdades mediúnicas do espírito (Pouco estudadas)
 Parte 2 e Conclusão

Vantuil Fazollo

Diz-se que apenas a mediunidade intuitiva é a mais comentada por quase todos os viventes terráqueos. As demais mediunidades, às vezes inobservadas, mas também comuns nos encarnados e que hoje já são abordadas e comentadas por poucos estudiosos e pesquisadores – como as rnediunidades vidente, de incorporação, olfativa, auditiva, psicográfica e de clarividência – incluem-se como aquelas que podem ser consideradas como principais nos nossos estudos, por fazerem parte, de forma mais visível, de nosso cotidiano e serem alvos de algumas discussões.

Hoje em dia, quando ainda perduram para muitos e até para pessoas altamente cultas idéias e escritos anacrônicos sobre os famosos mistérios de deus, que não existem e jamais existiram, há que se lamentar que há cerca de um século Luiz de Mattos, penetrando em transcendentais estudos do espírito, ensinou à humanidade e poucos o seguiram, mas restou semeada a Verdade, já que assim concluiu o Mestre:

"Somos um pequeno facho de luz, ainda muito fraco, oriundo de um imenso clarão que impulsiona o Cosmo. Esse Imenso Clarão é a Vida Inteligente Universal, é a Força que interpenetra tudo".

Sabendo-se, desta forma, que uma grande maioria dos viventes é totalmente descrente, ávida de conhecimentos racionais e cristãos e não admite a existência de uma Energia Cristã, penetra-se no campo invisível para comentar, de forma lacônica, algumas das modalidades de mediunidades mais noticiadas, mas que o mundo científico sequer deu início a suas perquirições para divulgá-las. Ei-las:

Mediunidade vidente. Este tipo de mediunidade depende muito do grau de esclarecimento da pessoa que a possui. Em função disso, pode ter o vivente belas visões ou más, ou até tenebrosas e tétricas. Nesta última hipótese, quase sempre são os encarnados atormentados por espíritos, parentes que sofrem com sua estadia no astral inferior como desencarnados, podendo até levar à loucura o vidente.

Mediunidade de incorporação. Nesta modalidade, torna-se fácil, quando de sua ocorrência, a constatação do estado de alteração do médium. Por deslocar o espírito desencarnado atuante o espírito do médium encarnado receptor para o lado, parece ficar este com certo desequilíbrio, com o corpo físico alterado, apresentando gestos convulsivos. É, por vezes, por demais perigoso tal tipo de mediunidade para a segurança do médium, mormente se a incorporação não for feita dentro das disciplinas recomendadas pelo Astral Superior, nas Casas racionalistas cristãs que têm, por escopo único, servir à humanidade. Face ao desconhecimento, pela maioria dos médiuns de incorporação, dos princípios que envolvem a vida fora da matéria, ao arrepio das normas doutrinárias do Racionalismo Cristão podem tais médiuns engrossar os contingentes dos manicômios ou hospitais psiquiátricos.

Mediunidade olfativa. O vivente terráqueo encarnado, que veio à Terra egresso de seu Mundo de Estágio, de Luz, dotado, dentro de sua fase evolutiva, desse tipo de mediunidade, se se ligar ao astral inferior por seus maus pensamentos, de um modo geral pode sentir cheiros de coisas pútridas, de coisas queimadas, de fumaças de charutos ou de outras substâncias, de enxofre ou outros produtos similares. De modo diverso, conservando pensamentos elevados, sensatos, voltados para o progresso e bem-estar social, fica assistido pelo Astral Superior e, via de regra, sente expressivos odores de fragrâncias diversas, de flores, de frutos, de perfumes que, por vezes, permitem ao encarnado reviver momentos de felicidade passados e até de um passado longínquo.

Mediunidade auditiva. Nesta modalidade, contumazmente, o vidente não capta vozerios e sons que sejam emanados do Astral Superior, já que são sempre originários tais sons do astral inferior, que habita a atmosfera terrestre. Tais artifícios são próprios de espíritos perturbados, desencarnados, que, detectando o ser encarnado, que é vítima também de pensamentos perturbados, estabelece a sintonia – as coisas afins se atraem –, e têm lugar os avassalamentos, advindo a obsessão em seus vários graus, eis que engrossadas as correntes maléficas que só fazem conduzir o encarnado para os insucessos da vida, da família e do convívio social. Como ou se está a favor do mal ou a favor do Bem, de uma forma óbvia, se o encarnado não atrai os entes malévolos do astral inferior, por certo, cumprindo suas trajetórias traçadas em Plano Astral, atrairá os fluidos emanados do Astral Superior.

Mediunidade psicográfica. A mediunidade psicográfica depende muito da capacidade do médium receptor, para, escrevendo, exercer com fidelidade os dados que lhe são intuídos pelos espíritos desencarnados. É sempre perigosa a aceitação de tais comunicações, de vez que, em muitos casos, mensagem colhida fora dos princípios divulgados pelo Racionalismo Cristão pode ser ilusória, tanto que, na história das psicografias, não raras vezes ocorrem casos de exposição do ‘eu’ espiritual, apenas, do psicógrafo receptor.

Mediunidade de clarividência. Possuem-nas as criaturas que têm o dom, em seus estágios evolutivos, próprio da clarividência, ultrapassando, por conseqüência, as barreiras observadas na Terra, do tempo e do espaço, já que no Espaço Superior tais conceitos não existem, fundem-se. O médium clarividente detecta, a longas distâncias, objetos, paisagens, pessoas e acontecimentos, dispondo também de poderes de premonição, eis que podem desvendar antecipadamente acontecimentos e episódios que vão acontecer. O médium clarividente tem poderes diferentes do médium vidente, de vez que este detecta o fenômeno espiritual no local em que se encontra e aquele, à distância.

O autor é freqüentador da Casa Chefe


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