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Poesia

Contribuição de Mário Évora

Poema de Mário Évora

 

Avaliação do crime 

Penso no perfurar com maldade
Daquelas mãos e pés de um homem condenado
Pelos homens, animais sem piedade,
Os mais ferozes de todo o mundo.

Penso no agüentar daquelas dores cruéis,
Muito mais do que insuportáveis!
Que terrivelmente se aumentaram,
Quando a cruz eles verticalizaram !

Penso naquela maldita lança
A perfurar-lhe o corpo maldosamente
Certificado de morte, sem esperança.

Penso no crime que ainda nos entristecce:
Pregar um ser, como se madeira fosse
Como se nosso irmão ele não fosse !


novembro de 1984 - Mário Évora
Autor reside em Cabo Verde
Publicado na Gazeta em abril de 2001

 

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