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Poesia

Gilnei Castro Mülller

Caminhos da vida

Quando cortas uma flor para ti simplesmente,
Começas a perdê-la a partir deste momento,
Porque não terá chance de se fazer semente,
Para gerar novas flores no amanhã cinzento,
Porque em suas mãos irá murchar somente,
Sem ter a oportunidade de um novo rebento!

Quando aprisionas só para ti um passarinho,
Começas a perdê-lo a partir do mesmo instante,
Pois ele não poderá voltar mais em seu ninho,
No bosque não poderá mais cantar radiante,
Nem para ti e nem para um novo filhotinho,
Pois como prisioneiro não há quem o encante!

Quando guardas o teu dinheiro embaixo do colchão,
Começas a perdê-lo com certeza, logo em seguida,
Pois o dinheiro não vale por si e nem deve ficar na mão,
O seu valor é relativo ao bem que nós fazemos na vida,
Assim por desconhecerem o valor da vontade em ação,
Muitas criaturas se perdem na ilusão e ficam sem saída!

Quando não arriscas a tua liberdade para tê-la contigo,
Começas então a perdê-la a partir do próximo momento,
Porque a liberdade que tens é para alma como um abrigo,
Amanhã tudo poderá se modificar conforme o procedimento,
Porque a liberdade que já tens é como um verdadeiro amigo,
Se comprova nas horas em que agirás com teu discernimento.

Quando não deixas partir o teu filho já adulto e com idade,
Para enfrentar a luta e as vicissitudes da vida ainda agitada,
Começas a perdê-lo por não teres lhe dado a oportunidade,
De voltar para ti já livre, maduro e pronto para a sua jornada,
Porque imaginas que ele seja somente a tua propriedade,
Mas ele possui o seu livre arbítrio em cada ação realizada!

Desejamos-lhe hoje e agora um dia rico de serenidade,
No caminho da vida terrena, muita paz e compreensão,
Dos sentimentos de posse consigas a plena liberdade,
E que o amor verdadeiro sem interesses e sem ilusão,
Seja o grande diferencial de tua vida com honestidade,
A direcionar teus passos bem firmes em cada nova ação!

10 de julho 2005

 

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