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Não sabe controlar a mediunidade

Vitorino Chantre

Gostaria que os companheiros me esclarecessem sobre um assunto: a minha irmã é médium e não sabe "controlar" a sua mediunidade, o que a deixa, muitas vezes, nervosa e assustada. Ela lê livros racionalistas cristãos com freqüência, mas por uma razão que minha família e eu desconhecemos (minha irmã tem uma certa fraqueza de espírito), ela continua a ver vultos e ressonâncias negativas, provenientes da presença do astral inferior, nós supomos. Por isso, gostaria de saber o que mais ela pode fazer para controlar esse dom. A mediunidade é um bom dom, eu suponho, mas para quem sabe utilizá-la. Portanto, o que as pessoas possuidoras da mediunidade devem fazer para aprenderem a controlar e a utilizar esse dom, além de se esclarecerem e lerem as obras racionalistas cristãs, entendendo o que nelas estão escritas e tentando praticar os ensinamentos nelas contidas?

Desde já agradeço a compreensão dos prezados companheiros.

Carlos Luiz - Realengo - Rio de Janeiro.

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Prezado Carlos

Vou tentar passar para a sua querida irmã algumas das muitas recomendações que, na qualidade de dirigente de uma Casa racionalista cristã, venho fazendo às pessoas que me procuram, pedindo esclarecimentos e orientações sobre a melhor forma de procederem com as suas faculdades mediúnicas.

Tratando-se de pessoa já esclarecida por esta Doutrina, com certeza deve saber que a mediunidade é uma faculdade espiritual que lhe permite ter a percepção de fenômenos do mundo espiritual, o que não deixa de ser algo verdadeiramente interessante e de valor incomensurável, especialmente quando a serviço do psiquismo prático do Racionalismo Cristão. Que fique ciente de que a sua sensibilidade cresce com o desenvolvimento da sua mediunidade, pelo que ficará cada vez mais exposta aos efeitos das suas emoções pessoais e das vibrações de natureza diversa que estão cruzando o espaço em várias direções. Uma vigilância atenta a este aspecto decerto que ajuda sempre a modificar a tempo um estado espiritual incômodo ou desconfortável.

Impõe-se a necessidade de ela aprender a conviver, normalmente, com as suas faculdades mediúnicas vendo, ouvindo ou percebendo intuições, de forma consciente, agindo sempre de acordo com os seus princípios, com equilíbrio, firmeza e determinação. Acima de tudo, que procure não se inquietar com aquilo que vê, ouve ou sente, na medida em que a inquietação é que constitui, efetivamente, o maior perigo nesse processo de desenvolvimento mediúnico. A inquietação é uma vibração espiritual inferior que fica ao alcance da corrente dos espíritos inferiores, os quais, se se apercebem da mediunidade da pessoa, fazem tudo e mais alguma coisa para confundi-la, levá-la à perturbação e mantê-la sempre sob a sua manipulação. Daí, os hospícios mentais estarem repletos de diagnosticados "dementes" que não são, nada mais nada menos, do que médiuns não esclarecidos, avassalados pelo astral inferior. Deixo-me ficar por aqui, esperando, se for necessário, voltar a este delicado quão importante assunto de mediunidade.

Um fraternal abraço.

Vitorino Chantre

 

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