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O futuro é você quem o faz

Autor desconhecido

Colaboração de Adriano Custodio

João, um importante empresário, morava em um apartamento de cobertura na zona nobre da cidade, era muito bem sucedido, poderia até ficar mais tempo na cama, mas o trabalho era sagrado para ele. E também era sua responsabilidade levar os seus filhos para o colégio, tarefa que ele adorava fazer.

João deu um longo beijo de bom dia em sua amada esposa e seus filhos estampando aquele belo e espontâneo sorriso em seu rosto.

Após tomar café com a esposa e os filhos sem pressa, pois os momentos com a família para ele eram importantes, João levou os filhos ao colégio, a esposa a um orfanato que ela coordenava, e se dirigiu a uma de suas empresas.

Chegando lá, cumprimentou com um sorriso os funcionários, inclusive Dona Teresa, a faxineira. Tinha ele inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos da empresa, contatos com fornecedores e clientes, mas, a primeira coisa que disse para sua secretária foi:

– Calma garota, vamos fazer uma coisa de cada vez, sem stress.

Era uma característica de João que o diferenciava de outros executivos, ele não deixava suas obrigações profissionais torná-lo escravo do trabalho. E foi assim o seu dia. Ao chegar a hora do almoço foi para casa curtir mais uma vez a família.

À tarde, tomou conhecimento que o faturamento do mês superou os objetivos e mandou anunciar que todos os funcionários teriam gratificações salariais no mês seguinte.

Apesar da sua calma, ou talvez por causa dela, conseguiu resolver tudo que estava agendado para aquele dia. Como era sexta-feira, saiu e foi direto a um supermercado comprar gêneros alimentícios que ele mesmo distribuía para famílias carentes da cidade; voltou para casa, saiu com a família para jantar e depois foi fazer uma palestra para estudantes sobre motivação para vencer na vida.

Enquanto isso, numa outra capital de Estado, no bairro mais pobre, vamos acompanhar um pouco a vida de Mário. Como fazia em todas as sextas-feiras, Mário foi para o bar jogar sinuca e beber com amigos. Já chegou no bar nervoso, pois, tinha sido mais um dia sem emprego.

Um amigo seu, mecânico, aliás um dos poucos que ainda lhe restava, tinha lhe oferecido uma vaga em sua oficina como auxiliar de mecânico, mas ele recusou alegando o que alega alguém que não quer trabalhar.

Mário não tinha filhos e estava também sem uma companheira, pois sua terceira mulher, dias antes, partiu dizendo que estava cansada de ser espancada e de viver com um inútil, aliás, as outras duas também o deixaram pelo mesmo motivo. Ele estava morando de favor, em uma peça imunda no porão de uma casa, e o dono da casa só não o mandava embora porque sabia que ele era um homem violento e tinha medo.

No bar, Mário bebia uma atrás da outra, enquanto aguardava uns caras que viriam para combinar um assalto no dia seguinte... Mário estava entrando para o mundo do crime. Após combinarem tudo, ele bebeu mais algumas, jogou, bebeu, jogou e bebeu até o dono do bar pedir para ele ir embora. Ele pediu para pendurar a sua conta, mas seu crédito havia acabado e então armou uma tremenda confusão... ele achava que sempre tinha razão, mas, o dono do bar o colocou para fora.

Sentado na calçada, Mário chorava pensando no que havia se tornado sua vida, quando seu único amigo, o mecânico, apareceu e, após levá-lo para casa e curado um pouco o porre, perguntou-lhe:

– Diga-me por favor, o que fez com que você chegasse até o fundo poço desta maneira? Mário, então, desabafou

– A minha família.... meu pai foi um péssimo exemplo, ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável. Quando minha mãe doente morreu por faltas de condições, eu saí de casa, revoltado com a vida e com o mundo. Tinha um irmão gêmeo, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi, deve estar vivendo desta mesma forma...

Enquanto isso, na outra capital, João terminava sua palestra para estudantes. Já estava se despedindo quando um aluno ergueu o braço e lhe fez a seguinte pergunta:

– Diga-me por favor, o que fez com que o senhor chegasse até onde está hoje, um grande empresário e um grande ser humano?

João, emocionado, respondeu:

– A minha família, meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável. Quando minha mãe doente morreu por faltas de condições, eu saí de casa decidido que não era aquela a vida que queria mais para mim e minha futura família. Tinha um irmão gêmeo, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi, deve estar vivendo desta mesma forma...

Moral da história: O que aconteceu com você até agora não é o que vai definir o seu futuro, e sim, a maneira como você vai reagir a tudo que aconteceu. Sua vida pode ser diferente. Não se lamente pelo passado, construa você mesmo o seu futuro. Encare tudo como lição de vida, aprenda com os seus erros e até mesmo com o erro dos outros.

O que aconteceu é o menos importante. O que realmente importa é o que você vai fazer com o que lhe aconteceu.

Autor desconhecido
Colaboração de Adriano Custodio, 28 de julho de 2003.

 

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