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A Flor Azul

Autor desconhecido

Contribuição de José Maurício Kimus Dias


Eu estava correndo e, de repente, um estranho trombou em mim:

? Oh, me desculpe por favor, foi a minha reação.

E ele disse:

? Ah, desculpa-me também, eu simplesmente nem te vi!

Nós fomos muito educados um com o outro, aquele estranho e eu. Então, nos despedimos e cada um foi para o seu lado. Mais tarde, naquele dia, eu estava fazendo o jantar e meu filho parou do meu lado tão em silêncio que eu nem percebi. Quando eu me virei, tomei o maior susto e lhe dei uma bronca.

? Saia do meu caminho, filho! E eu disse aquilo com certa braveza. E ele foi embora, certamente com seu pequeno coração partido. Eu nem imaginava como havia sido rude com ele.

Quando eu fui me deitar, podia ouvir uma voz interna, calma e doce, me dizendo:

? Quando falava com um estranho, quanta cortesia você usou! Mas com seu filho, a criança que você ama, você nem sequer se preocupou com isso! Olhe no chão da cozinha, você verá algumas flores perto da porta. São flores que ele trouxe para você. Ele mesmo as pegou, a cor-de-rosa, a amarela e a azul. Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e você nem viu as lágrimas nos olhos dele.

Nesse momento, eu me senti muito pequena. E agora, o meu coração era quem derramava lágrimas. Então eu fui até a cama dele e ajoelhei ao seu lado.

? Acorde filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou para mim?

Ele sorriu:

? Eu as encontrei embaixo da árvore. Eu as peguei porque as achei tão bonitas como você! Eu sabia que você iria gostar, especialmente da azul.

Eu disse:

? Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Eu não devia ter gritado com você daquela maneira.

? Ah, mamãe, não tem problema, eu te amo mesmo assim!

? Eu também te amo. E eu adorei as flores, especialmente a azul.

Autor desconhecido

* * *

Reflexão: Você já parou para pensar que, se morrermos amanhã, a empresa para qual trabalhamos poderá facilmente nos substituir em uma questão de dias? Mas as pessoas que nos amam, a família que deixamos para trás, os nossos filhos, sentirão essa perda para o resto de suas vidas. E nós raramente paramos para pensar nisso. Às vezes, colocamos nosso esforço em coisas muito menos importantes do que nossa família, do que as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos perdendo. Perdemos o tempo de sermos carinhosos, de dizer um "eu te amo", de dizer um "obrigado", de dar um sorriso, ou de dizer o quanto cada pessoa é importante para nós. Ao invés disso, muitas vezes agimos rudemente, e não percebemos o quanto isso machuca os nossos queridos. Estejamos atenciosos com nossa família e com nosso trabalho, mantendo-os em boa harmonia sempre que possível.

* * *

"Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura". (Carlos Drummond de Andrade)

Contribuição de José Maurício Kimus Dias. Teresópolis, RJ - 20/9/2003

 

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