Viver sem culpa e sem remorso

Marcia Henriques e Eliane F. C. Ramos

Há espíritos rebeldes, difíceis de serem educados e há outros dóceis, maleáveis; há espíritos que, apesar da educação ser a mesma, com a mesma severidade, ou mesma doçura, tornam-se sempre irritadiços, revoltados, porque o seu temperamento espiritual assim o exige. Luiz de Mattos. Clássicos do Racionalismo Cristão, p. 209.

A culpa vem do despreparo espiritual e do próprio desconhecimento do que somos como Força e Matéria.

Ligado ao sentimento de culpa e remorso estão os demais (angústia, medo, tristeza, depressão, auto-piedade, frustração, baixa estima, descontrole emocional e desespero). Sendo ambos os sentimentos destruidores, podem levar os seres humanos a sérios problemas físicos e psíquicos, chegando ao extremo de até provocar o próprio suicídio, pois o agente se sente inferiorizado diante de um ato repreensível praticado contra a lei ou a moral, uma falta, um crime, um delito que leva ao remorso provocando aflição de consciência e forte arrependimento.

O remorso e a culpa caminham lado a lado, e muitos tentam escondê-los dentro de si e vivem dias amargurados procurando um alvo para descarregar toda energia negativa que tais sentimentos lhes trazem. Outros, mal intencionados que, por falta de esclarecimento espiritual, levam pessoas próximas a acreditarem ter cometido erros quando, na verdade, são inocentes. Isso acontece quando o agente se permite ser instrumento dos espíritos do astral inferior por pura falta de esclareciments espirituais.

Há também aquelas que muitas vezes exageram e acabam por colocar os erros do mundo em suas costas se fazendo de vítimas acabam por culpar o mundo todo pois estão envolvidas em uma confusão de sentimentos inferiores que precisam ser dissipados de sua alma.

Ninguém consegue carregar o mundo nas costas e nem viver com culpas e remorsos, por isso, para evitar tais sentimentos, precisamos seguir algumas disciplina o que não é difícil, basta querer.

Exemplos:

1. Evitar dar conselhos só para agradar as pessoas amigas, agindo ao contrário, falar sempre o que se deve ser dito, mesmo que não agrade, podemos com nossa experiência diante do estudo e da disciplina praticada, dar um bom conselho e se nosso interlocutor souber separar o joio do trigo poderá absolver o melhor do conselho.

2. Evitar fazer elogios exagerados que quase sempre provocam antipatia de outras pessoas e podem provocar também a preeminência a quem recebe.

3. Evitar ser cúmplice de amigos e familiares em qualquer feito, cada um deve ser responsável por seus atos, sejam bons ou ruins.

4. Não assimilar problemas que não são nossos, ajudar a todos dentro de nossos limites, mas não puxar para nós problemas que não nos pertencem afinal todos nós já temos os nossos próprios problemas a resolver.

Cada espírito é uma evolução e não existe condenação espiritual. Cada um é juiz de si. Desta forma não podemos interferir na vida alheia e, para não sofrer de culpa ou remorso, nunca se esqueça desta frase de Luiz de Mattos: "Quem bem faz, para si o faz e quem mal faz a si mesmo estará fazendo."

Petrópolis, RJ, Setembro 2010

 

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