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Visita de alienígenas a Terra

Glaci Ribeiro da Silva

[...] Muitas são as moradas (os mundos) que rolam no Espaço, disse Jesus, e também nos provou ser o nosso Mestre; mas de suas palavras também se infere que este mundo, sendo uma das moradas, é igualmente a escola de que ele é o Mestre. [...] Os planetas que giram em torno do Sol, são outros tantos mundos; portando, outras tantas escolas, para onde e por onde o espírito terá que passar na sua marcha evolutiva para a perfeição – o Grande Foco, sua fonte de origem. [...] (Pinheiro Guedes, em seu livro Ciência Espírita; 8ª ed., p. 181, 1992).

Os adjetivos indígena e alienígena têm origem latina e são antônimos; o primeiro significa quem é nativo, originário da região, da localidade onde mora; já os alienígenas são aqueles nascidos em outro país, ou seja, estrangeiros.

Atualmente, com uma freqüência crescente, ouve-se falar dos alienígenas que em seus discos voadores têm visitado nosso planeta. Isso se tornou até o objetivo de uma ciência – a ufologia, que muitos ainda consideram uma pseudociência. Existem, portanto, muito céticos nesse assunto; mas confesso que eu nunca estive entre eles.

Nesse artigo quero narrar o que os cientistas pensam a esse respeito. Sim meus leitores! A ciência oficial está não somente investigando como, também, divulgando esse assunto através de revistas e livros especializados.

Em 1970 Jacques Monod, um respeitável biólogo francês ganhador do Premio Nobel afirmava solenemente: "Finalmente o homem sabe que está sozinho na imensidão do Universo". Essas idéias de Monod eram baseadas nos ensinamentos criacionistas de que a Vida foi criada por um ser supremo e, assim, seria impossível ter acontecido uma segunda gênese no Universo. Os criacionistas defendem até hoje a abiogênese e são ferrenhos opositores da evolução. Detalhes sobre esse assunto podem ser encontrados no artigo "Força e Matéria, Abiogênese e Panspermia" publicado na Gazeta do Racionalismo Cristão [1].

Mas num curto espaço de tempo de vinte e cinco anos, essa visão conservadora de Jacques Monod mudaria dramaticamente.

Em 1995, o respeitado bioquímico belga Christian de Duve definiu a Vida como um imperativo cósmico que muito provavelmente surgiu em qualquer planeta que se assemelhe à Terra. Essa teoria de Christian de Duve ficou conhecida como "Determinismo Biológico" e costuma ser expressa através da seguinte frase: A vida é escrita segundo as leis da Natureza [2,3].

O determinismo biológico foi muito bem aceito pelos astrobiólogos que ultimamente vêm teorizando que o Universo estaria repleto de seres vivos.

A maneira mais objetiva que eles tinham para confirmar a teoria do determinismo biológico seria buscar evidências de vida em outros planetas do sistema solar, como Marte. Os experimentos que descrevemos no artigo "Vida extraterrestre e suas conceituações divergentes" publicado recentemente na Gazeta do Racionalismo Cristão pertencem a essa linha de pesquisa [4].

Mas encontrar vestígios de vida no Planeta Vermelho e, caso ela exista, estudar a fundo seus habitantes animais e vegetais, é um projeto dispendioso cujos resultados somente poderão surgir há médio e longo prazo.

Assim, raciocinaram os cientistas, se a vida surge de acordo com as condições locais e como nenhum planeta é mais parecido com a Terra do que a própria Terra, é bem possível que ela tenha surgido nela numerosas vezes. Ao admitir isso, esses pesquisadores estavam assumindo a existência de várias gêneses, porém nem sempre a possibilidade da evolução foi admitida pela maioria deles.

Na busca por seres completamente diferentes e partindo da premissa de serem microscópicos, os pesquisadores começaram a vasculhar desertos, lagos e cavernas a procura de formas de vida exóticas que estariam convivendo conosco, porém que teriam surgido de maneira independente.

Mas, para esse tipo de estudo, era indispensável definir o que é Vida, assunto que não é consenso ainda na ciência materialista.

Diante desse impasse eles foram à procura de metodologias alternativas para esse estudo.

As linhas de pesquisa criadas foram organizadas por cientistas que admitiam a evolução – os evolucionistas, e também, por não-evolucionistas.

A. Metodologias não-evolucionistas

Estão listadas a seguir algumas dessas metodologias.

1. Busca de marcadores geológicos ocultos em fósseis microscópicos: presume que formas de vida não existentes atualmente poderiam ter alterado rochas criando depósitos minerais estranhos, diferentes, não explicáveis pela atividade de organismos conhecidos.

2. Biosfera Sombria: admite que formas alternativas de vida teriam sobrevivido e estariam presente entre nós em um ecossistema ainda desconhecido que foi denominado "Biosfera Sombria". Essa biosfera sombria está sendo pesquisada em nichos ecologicamente isolados que geralmente estão fora do alcance das formas de vida comum.

3. Extremófilas: uma das descobertas surpreendentes desses últimos anos é a habilidade que formas de vida conhecida têm de sobreviver a condições extremamente adversas tais como cones de vulcões escaldantes na Austrália e vales secos da Antártida. Outras "Extremófilas", como elas são chamadas, podem sobreviver em lagos com alta saturação de sal e em resíduos de reatores nucleares, por exemplo.

Embora as extremófilas sejam formas de vida já conhecida e não possam ser candidatas a alienígenas, elas poderiam dar uma indicação onde essas poderiam ser detectadas.

Os locais mais óbvios para encontrar outros ecossistemas incoerentes são os subterrâneos mais profundos da crosta terrestre, a atmosfera superior, a Antártica, as minas de sal e locais contaminados por metais e outros poluentes.

Nos Estados Unidos, o "Programa Integrado de Perfuração do Assoalho Oceânico" tem obtido dados interessantes de comunidades microbianas que embora privadas de luz, de oxigênio e de produtos orgânicos, são capazes de se sustentar graças à capacidade de alguns micróbios de usar dióxido de carbono e hidrogênio liberados por reações químicas, para fazer metabolismo, crescer e se replicar.

4. Água: a presença de água na forma líquida parece ser limitante mesmo para microorganismos muito resistentes. No entanto, alguns astrobiólogos já especulam que o etano (C2H6) e o metano (CH4) que em locais extremamente frios como na superfície de Titã estão na forma líquida, poderiam ser os substitutos da água funcionando como solvente nas reações bioquímicas; ver detalhes sobre o assunto na bibliografia [4].

5. Quiralidade: em química diz-se que uma substancia é quiral quando possui um arranjo de átomos cuja imagem no espelho, isto é, especular, não se superpõe a da substancia original. As substâncias quirais desviam o plano de polarização da luz; elas são ditas levogiras ou dextrogiras quando esse desvio é feito, respectivamente, para a esquerda ou para a direita.

Nas formas de vida conhecidas, todos os aminoácidos – os tijolos de construção das proteínas –, são levogiros, mas os carboidratos e a hélice dupla do DNA são dextrogiros.

Assim, uma maneira simples de detectar alienígenas seria através da quiralidade. Uma vida sombria poderia, em princípio, ser quase bioquimicamente idêntica à vida conhecida, mas com moléculas de imagem espelhada. Essa "Vida Espelhada" não competiria diretamente com a vida comum, e as duas não poderiam trocar genes, pois seus DNA não seriam intercambiáveis. Portanto, uma boa receita para achar a vida espelhada seria preparar um caldo de cultura contendo somente nutrientes espelhados; essa sopa seria intragável para uma forma de vida conhecida, mas um organismo espelhado, a consumiria com muito prazer.

Recentemente foi realizado um experimento-piloto como esse, por uma equipe da Nasa. Neles, organismos extremófilos eram colocados num caldo de cultura desse tipo e, após certo tempo, sinais de atividade vital eram então pesquisados.

Um microorganismo batizado de Anaerovirgula multivorans isolado de sedimentos alcalinos de um lago da Califórnia, cresceu muito bem nesse caldo. Mas, para desapontamento do grupo que pouco se importava com evolução, esse organismo não era um exemplo da vida espelhada, mas, sim, uma bactéria com a surpreendente capacidade de alterar quimicamente os aminoácidos e carboidratos de quiralidade diferente para torná-los mais digeríveis.

Comentário: é lamentável que o caso dessa bactéria cuja mudança certamente ocorreu como conseqüência da evolução, tenha sido completamente desconsiderado por esse grupo. Porém mais adiante será dada a explicação disso.

6. Categorias diferentes de aminoácidos e de nucleotídeos: da mesma forma que as proteínas são formadas por aminoácidos, os nucleotídeos são os blocos de construção do DNA.

Todos os organismos conhecidos empregam os mesmos grupos de nucleotídeos – adenina, citosina, guanina e timina –, para formar as bases onde armazenam informações; e, com raras exceções, os mesmos aminoácidos são também usados para construir proteínas.

A vida sombria poderia partilhar a mesma composição bioquímica com as demais formas de vida familiares, mas usar categorias diferentes tanto de aminoácidos como de nucleotídeos.

O meteorito Murchison, remanescente de um cometa que caiu na Austrália em 1969, continha muitos aminoácidos conhecidos, mas carregava também outros mais raros, como a isovalina e a pseudoleucina. Alguns desses aminoácidos pouco familiares poderiam se tornar blocos de construção adequados para formas alternativas de vida. Para "caçar" esses alienígenas, os pesquisadores procuram identificar aminoácidos que não são usados por nenhum organismo conhecido, nem gerados por eles como um subproduto de metabolismo.

Os aminoácidos sintéticos alfa-metil que até hoje não foram encontrados em organismos naturais parecem promissores para desenvolver a Vida Artificial – uma linha de pesquisa que atualmente está em alta. Por isso, os astrobiólogos estão interessados nessas pesquisas; pois, qualquer esquisitice observada na determinação da composição de aminoácidos pela espectrometria de massa, poderia sinalizar uma possível forma de vida sombria, aprimorando assim a caça de alienígenas.

B. Metodologias evolucionistas

Tendo em vista a seleção evolucionária, esses cientistas teorizam que as primeiras formas de vida foram radicalmente diferentes daquelas que a seguiram. Por exemplo, antes do sofisticado código triplo do DNA poderia ter existido um precursor mais rudimentar que usaria apenas 10 ao invés de 20 aminoácidos.

Seria possível também que alguns organismos primitivos ainda estivessem usando esse código mais simples; de modo similar, como acontece ainda com microorganismos remanescentes de época remota também poderiam ainda usar RNA ao invés do DNA; embora organismos como esses sejam na realidade fósseis vivos e não alienígenas, sua descoberta tem um interesse enorme para essa comunidade científica evolucionista. Detalhes sobre o mundo do RNA são encontrados na bibliografia [1].

Listadas a seguir estão algumas dessas linhas de pesquisa evolucionistas. Notem que elas são bem menos numerosas do que as não-evolucionistas; isso acontece devido às dificuldades que os cientistas enfrentam para financiar suas pesquisas visto que o criacionismo comanda as maiores agencias responsáveis por isso (ver comentário anterior).

1. Substituição dos elementos vitais: as partes vitais dos organismos conhecidos são formadas por carbono, oxigênio, nitrogênio e fósforo.

O objetivo dessas investigações é verificar se a vida seria possível se algum desses elementos fossem substituídos. De todos eles é o fósforo o mais problemático; ele é relativamente raro e, na sua forma solúvel, não teria existido em abundância nos primórdios da Terra. Em ambientes passados, o arsênico poderia ter desempenhado o mesmo papel que o fósforo tem nos organismos conhecidos. Isso seria uma vantagem química; pois, além de fazer tudo quanto o fósforo faz em termos de ligações estruturais e armazenamento de energia, o arsênico poderia ser também uma fonte de energia metabólica.

Na realidade, o arsênico é um veneno tão poderoso para os organismos conhecidos por ser capaz de "imitar" o fósforo de uma maneira perfeita; da mesma forma, o fósforo seria venenoso para um organismo que tivesse arsênico na sua constituição básica. Assim, é possível que essas formas contendo arsênico ainda possam estar ocultas em bolsões pobres em fósforo, como é o caso das chaminés oceânicas e de certas fontes termais.

2. Tamanho dos ribossomos: ribossomos são grandes máquinas moleculares existentes no interior das células capazes de fabricar proteínas unindo os aminoácidos uns aos outros.

A necessidade de acomodar os ribossomos requer que todos os organismos autônomos de nossa árvore da vida tenham, pelo menos, alguns nanômetros de comprimento, sendo o nanômetro, uma bilionésima parte do metro.

Há muito tempo os cientistas vêm argumentando que a biosfera está repleta de células pequenas demais para acomodar ribossomos. Assim, minúsculas estruturas esferoidais e ovóides encontradas recentemente em rochas sedimentares de fontes de água quente na Itália, e também estruturas similares em rochas de um poço muito profundo perfurado na Austrália, parecem ser nanobactérias fossilizadas.

Se essas estruturas forem realmente resultado de processos biológicos – e o debate é exaltado, inflamado, entre os cientistas –, podem ser evidências de formas alternativas de vida que não usam ribossomos para produzir proteínas, pois elas estariam fora do limite de tamanho característico das formas conhecidas de vida.

3. Formas alienígenas habitando nosso corpo: essa é provavelmente a possibilidade mais intrigante de todas. Em 1988, uma equipe na Finlândia examinando células de mamíferos no microscópio eletrônico encontrou pequenas partículas no seu interior; tais partículas tinham um décimo do tamanho de uma bactéria convencional pequena. Dez anos após, esse grupo propôs que essas partículas eram organismos vivos que se desenvolvem na urina e induzem cálculos renais precipitando em torno de si cálcio e outros minerais.

Esse é também o caso das mitocôndrias – a usina de energia das células, que parecem ser descendentes de invasores alienígenas que há cerca de dois bilhões de anos se associaram simbioticamente ao ancestral de todas as plantas e animais. Esse assunto foi analisado no volume 2 do livro Racionalismo Cristão e Ciência Experimental [5].

4. Vida com base em compostos de silício: alguns astrobiólogos têm especulado a possibilidade da Vida ter começado com base em compostos de silício ao invés de carbono. O carbono é tão essencial para nossa bioquímica, que para eles era difícil imaginar organismos formados por carbono e silício com a mesma origem. Porém, na ausência de uma compreensão de como a Vida começou, os critérios eram pouco rígidos para negar essa possibilidade; portanto, ela continua a ser investigada.

C. Discussão

A teoria do Determinismo Biológico possui algumas analogias com a descrição feita pela ciência racionalista cristã sobre Mundos de Escolaridade.

Assim:

° A afirmação de ser a Vida um imperativo cósmico, ou seja, uma lei cósmica, que se manifesta em qualquer planeta semelhante a Terra, se assemelha a descrição sobre mundos de escolaridade encontradas em livros da doutrina racionalista cristã [6,7,8]; isso também consta no texto em itálico que inicia esse artigo que foi escrito por Pinheiro Guedes – um importante médico espiritualista.

° Os defensores do determinismo biológico dizem que a Vida é escrita segundo as leis da Natureza; afirmação essa que encontra novamente apoio em Pinheiro Guedes que afirma ser a Natureza a oficina onde partículas da Força Criadora trabalham para sua evolução [9].

Como sou racionalista cristã convicta e durante minha vida profissional fiz ciência experimental, fico satisfeita ao ver teorias como essa, cujo conteúdo condiz com a filosofia com a qual venho convivendo desde que nasci.

Mas, infelizmente, não posso dizer o mesmo, ao ver meus ex-pares insistirem em considerar como vivos em seus experimentos somente seres orgânicos constituídos de matéria organizada, como é o caso dos microorganismos; esquecendo-se, assim, das lições que recebemos de mestres ilustres como Claude Bernard, Paul Gibier, Alberto Seabra, Visconde de Sabóia e outros eruditos que defendiam a existência da vida na ausência da matéria.

Mesmo sem haver consenso, a maioria dos cientistas concorda que para existir Vida, as características mínimas são as seguintes: habilidade de metabolizar, isto é, retirar nutrientes do ambiente, convertê-los em energia e excretar os resíduos; e, capacidade de se reproduzir.

Mas essa visão ortodoxa da biogênese não é evolucionista, pois se o fosse poderia explicar como as bactérias e as arqueobactérias, – dois tipos diferentes de microorganismos que há mais de três bilhões de anos se originaram de um ancestral comum – , vêm coexistindo pacificamente, sem que uma elimine a outra. Mais ainda, nela os vírus seriam excluídos e os virologistas recentemente demonstraram que eles, além de possuírem Vida, exercem papel preponderante na evolução; detalhes desse tema podem ser encontrados em "Os vírus e a evolução" [10].

No artigo já referido anteriormente [1] procuramos analisar três teorias que procuram explicar a origem da Vida na Terra: abiogênese, panspermismo e força-e-matéria; as duas primeiras são defendidas pela ciência oficial e, a última, pela ciência racionalista cristã.

Ensina Felino Alves de Jesus, em seu livro Trajetória Evolutiva, que a Vida resulta da ação permanente e contínua da Força Criadora sobre a Matéria Universal – os dois únicos elementos que constituem o Universo. A Força é o elemento inteligente; capaz de criar, transformar e evoluir; enquanto a Matéria é passiva e, se modifica, ao ser modelada pela Força [11].

A Força Criadora, ou Deus como é chamada por muitos, pode ser comparada a um enorme foco de luz astral (o Grande Foco); e é nesse imenso oceano de luz que o Universo está imerso [12,13].

Para cumprir a lei cósmica da evolução, minúsculas partículas de luz se desprendem do âmago do Grande Foco e mergulham nos mundos-escola em busca da Matéria; por ser esse o caminho que inicialmente precisam seguir, para conquistar sua individualidade e realizar-se como espírito. Essas partículas embora simples e ainda destituídas de conhecimentos, possuem um potencial latente enorme.

Cada partícula dessa promoverá então o seu progresso pelo método interativo de acertos e erros; essa evolução que demora milhares de anos é inicialmente vivenciada nos reinos da natureza.

No reino mineral, é utilizando-se da Matéria do átomo que sua evolução principia; e, ao que tudo indica, ela atinge neste reino seu ápice nos cristais; onde as estruturas são geométricas e o crescimento obedece a leis específicas.

Terminando essa etapa, o processo evolutivo prossegue no reino vegetal e atinge o reino animal; nele, a todos os atributos adquiridos nos reinos anteriores, será incorporada à Inteligência.

Como resultado da evolução dos animais que o precederam, no reino hominal estão os humanos. Nesse reino, a Partícula Inteligente recebe o nome de "Espírito". O pensamento que era fragmentado e descontínuo no animal por ser estimulado somente pelas necessidades básicas e pelo instinto, no humano torna-se contínuo; e, conseqüentemente surge neles à capacidade do livre-arbítrio; ou seja, os humanos são capazes de dirigir sua vida; portanto, somente ele será o único responsável por sua própria evolução.

Essa é a razão do critério evolutivo mudar radicalmente no reino hominal: ao invés do método interativo usado até então, a evolução será feita através de numerosas encarnações em mundos-escola.

No entanto, na sua essência, o homem é um espírito; e, como tal, ele é inascível, imortal e independente do corpo físico. É possível admitir-se assim a existência no Espaço de um reino espiritual.

A Terra é um dos mundos de Escolaridade existente no Universo; moram nela fazendo sua evolução espíritos das primeiras dezessete classes. Na escola-Terra é ministrado somente o curso básico dessa importante disciplina chamada Evolução.

Espíritos acima da 17ª classe continuam fazendo sua evolução em mundos de escolaridade do reino espiritual. No entanto, embora tenhamos conhecimento do que acontece na Terra, não temos idéia daquilo que ocorre em planos superiores; pois esse conhecimento só estará ao nosso alcance nos mundos de escolaridade superiores ao da escola-Terra [14].

A casa do espírito na Terra é seu corpo físico; ele é feito do material existente no próprio planeta; mas, como em outros mundos-escola esses materiais são provavelmente de tipo diverso, seus habitantes – os alienígenas – , seriam também fisicamente diferentes dos terráqueos.

Quando as casas dos mundos-escola se tornam inabitáveis devido a causas diversas tais como doenças, acidentes e excesso de uso, o espírito é despejado desse mundo deixando nele a casa que foi abandonada para se decompor; e, esse material será aproveitado então na construção de outras casas.

O espírito que ali se encontrava retorna ao Espaço e mora temporariamente num mundo espiritual correspondente ao seu grau de evolução, onde irá preparar, caso seja necessário, uma nova encarnação. Mundos desse tipo são chamados Mundos de Estágio.

Portanto, é possível que nos mundos de estágio os terráqueos encontrem alienígenas que, embora possuam o mesmo grau de evolução que eles, vieram de mundos onde a matéria era estruturada e organizada de uma maneira diferente; desse modo, poderia ocorrer entre eles possíveis trocas de informações que iriam incrementar ainda mais o processo evolucionário de ambos.

Se na Terra há tanto o que aprender, no Universo existe muito mais ainda. Por isso, pesquisar o Espaço é estudar o Universo onde a lei evolucionista impera e está constantemente em ação. Mas, para isso é imprescindível que a ciência oficial conheça a verdadeira composição do Universo e admita a existência da Vida na ausência da matéria; somente assim seus cientistas poderão elaborar metodologias adequadas para estudá-lo.

Bibliografia

[1] SILVA, Glaci Ribeiro da. Força e Matéria, Abiogênese e Panspermia. www.racionalismocristao.org/gazeta/diversos/abiogenese-e-panspermia.html

[2] Paul Davies e C. Lineweaver. Finding a second sample of life in earth. Astrobiology, vol, 5, pp. 154-173, 2005.

[3] C.E. Cleland e S.D. Copley. The possibility of alternative microbial life on Earth. International Journal of Astrobiology, vol. 4, pp. 165-173, 2005.

[4] SILVA, Glaci Ribeiro da. Vida Extraterrestre e suas Conceituações Divergentes. Gazeta do Racionalismo Cristão, www.racionalismocristao.org/gazeta/artigos/vida-extraterrestre.html

[5] SILVA, Glaci Ribeiro da. O Corpo Físico e suas Metamorfoses. In: Racionalismo Cristão e Ciência Experimental, vol. 2, pp.79-86, 2007.

[6] RACIONALISMO CRISTÃO. O Espaço; 42a ed., p. 80, 2003.

[7] VIDA FORA DA MATÉRIA. Espaço. 22ª ed., pp. 19-26, 2006.

[8] JESUS, Felino Alves de. Racionalismo Cristão. In: Trajetória Evolutiva. 7ª ed., pp. 142-161, 1983.

[9] GUEDES, Antonio Pinheiro. O que é o Mundo: Fisiologia transcendental. In: Ciência Espírita. 8ª ed., pp. 173-188, 1992.

[10] SILVA, Glaci Ribeiro da. Os Vírus e a Evolução. Gazeta do Racionalismo Cristão, www.racionalismocristao.org/gazeta/diversos/os-virus.html

[11] JESUS, Felino Alves de. Matéria Viva. In: Trajetória Evolutiva. 7ª ed., pp. 121-139, 1983.

[12] FARIA, Fernando. Evolução II. In: A Chave da Sabedoria. 3ª ed., pp. 123-221, 1996.

[13] FARIA, Fernando. Raça III. In: A Chave da Sabedoria. 3ª ed., pp. 224-248, 1996.

[14] AGUILERA, Valdir. Os planos astrais. Gazeta do Racionalismo Cristão, www.racionalismocristao.org/gazeta/diversos/planos-astrais.html, ou www.valdiraguilera.net/planos-astrais.html

Fevereiro de 2008

 

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