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A morte não interrompe a vida espiritual

Gilnei Castro Müller

De acordo com os princípios da Doutrina Espírita ou Espiritualista já plenamente liberta das crenças religiosas convencionais, a morte do corpo físico dos seres humanos é um desdobramento normal que ocorre com todas as criaturas, tão normal quanto o nascimento, no momento em que o espírito se apossa do corpo da criança recém nascida e marca o início da encarnação ou de uma nova jornada terrena.

A morte do corpo físico não interrompe jamais a vida do espírito que é eterna e indestrutível perante as piores catástrofes do mundo físico que se possam apresentar aos olhos dos seres encarnados. Logicamente que para aqueles que ainda desconhecem a existência da vida fora da matéria e de seus desdobramentos e reflexos na vida de todos nós que habitamos em situação temporária este mundo terreno a idéia da "morte" ainda é motivo de uma aflição desesperadora.

Durante a trajetória terrena é oportuno que se procure viver paralela e equilibradamente as duas vidas, a material e a espiritual, procurando dar o devido valor que ambas representam para a evolução do espírito, mas ao mesmo tempo é necessária uma conscientização de que nenhum de nós ficará para sempre ou para semente aqui no ambiente terreno e um dia teremos que partir para o mundo de luz correspondente ao nosso nível de evolução, mundo este localizado em uma das muitas "Moradas na Casa do Pai" que Jesus Cristo já se referia no seu tempo.

Nesse momento da partida, quando ocorre a desencarnação do espírito, tudo que é da Terra aqui permanece não tendo mais nenhum valor para a vida em plano astral, e os seres humanos já conscientes desta realidade e de toda força espiritual que possuem para vibrar seus pensamentos para atrair o bem não se perturbam no momento que ocorre o desenlace de seus espíritos.

Portanto, ao concluir se pode afirmar que, quando a humanidade como um todo chegar a se conhecer como força espiritual que é, Força e Matéria, e tiver pleno conhecimento da existência das Leis Espirituais que tudo regem e são naturais e imutáveis e iguais para todos, não havendo exceções para supostos escolhidos ou protegidos, certamente a morte do corpo físico será encarada sem sobressaltos. E assim sendo, uma nova concepção da vida se formará durante a trajetória terrena em que cada pessoa ainda em vida física passará a se preparar junto aos seus familiares e amigos, enfrentando com naturalidade a sua passagem para o plano espiritual.

Janeiro de 2007

 

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