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Um novo tempo?

Mori Mitre

Será mesmo que estamos à porta de um novo tempo? Até quando vamos utilizar estas conjecturas para apenas reprogramarmos nosso inconsciente que é neutro em relação ao novo ou velho? São perguntas que ficam sem resposta a cada ensejo de uma nova passagem de ano.

Em meio às festas e comemorações, o ser humano é tomado por aquela sensação de que, magicamente, algo vai acontecer e inicia seu ritual íntimo de promessas. Alguns realmente vão em frente e saem de onde estão, buscando onde querem estar. Outros experimentam a possibilidade de tentar encontrar o novo, e a maioria se ilude mais uma vez.

Embora todos estejam num aprendizado real do que é a vida, alguns mais calejados pelo tempo das tentativas, tendo caminhado dolorosamente pelos vales das dificuldades, percebem por consequência que o novo é algo muito próprio de cada um e que de coletivo tem apenas o desejo.

O novo é aquela sensação gostosa de ter atingido uma meta, ainda que mínima. Novo é tudo que imaginávamos poder conseguir. Um novo ano será bom se realmente fizermos com que seja, no que se refere aos nossos parcos poderes. O planeta é regido por leis. Não há como sublimar este fato.

Para que encontremos o que procuramos é preciso agir, atritar nosso pólo para atrair. Tendo conseguido algo, aí teremos que aprender a dividir para que o outro também possa usufruir. Quando vemos o nosso astro rei sol cintilar e queimar o planeta sempre dizemos "o sol nasceu para todos. Dá a suz luz para todos!" Será mesmo? Pois seguramente, se todos nós fôssemos banidos da face da terra, será que ele não continuaria a brilhar e aquecer o planeta? Claro! O sol brilha por si e para si, dentro da cadeia natural dos fatos.

Da mesma forma a flor. Esparge seu aroma, porque o tem em essência. Nós é que aproveitamos o perfume. Sem a nossa presença ao lado dela, o odor permanece. Então, fica claro que o novo é aqui dentro da mente. E embora nada haja de novo sobre a face da terra, devemos então buscar as grandes respostas no universo maior do espírito. E isso fazemos numa limpeza psíquica profundamente realizada. Nos atos cotidianos, tentando acertar. Na busca do chamado equilíbrio mental; artífices do nosso destino, façamos nossa parte ligados ao grande dínamo de energia cósmica, que com ou sem a nossa capacidade de atração, estará sempre liberando as ondas e raios positivos sob a marcha definitiva do tempo que passa.

Belo Horizonte, MG - Dezembro de 2005

 

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