Teste de conhecimentos da doutrina racionalista cristã

210. Como explicar a sensação de já conhecer uma pessoa ou lugar que nunca vimos antes?

Em respostas enviadas mencionam-se lembranças de experiências vividas em encarnações passadas. Mencionam-se, também, possíveis clarividências de ocorrências futuras. Em ambos os casos há referência ao "antes" e ao "depois", ou seja, a algum tempo passado ou por vir. Em ambos os casos, a referência temporal está necessariamente associada ao plano físico. A própria formulação do teste usa explicitamente a palavra 'antes'.

A resposta, portanto, fica vinculada à percepção de tempo que temos enquanto encarnados. Esta percepção é uma espécie de ilusão, uma vez que sabemos não existir um tempo fluindo em planos astrais. Concordamos que é difícil, se não impossível na condição de encarnado, compreender este conceito.

Com estas limitações e imposições de ordem física, somente nos resta explicar aquela sensação mencionada no teste referindo-nos à existência de registros de eventos passados, ou mesmo futuros, arquivados em nosso corpo fluídico.

Notemos que ao usarmos a palavra 'sensação' já estamos implicitamente admitindo uma espécie de ilusão que pode ser própria do plano físico.

Alongando-nos um pouco mais sobre este fascinante tema, queremos enfatizar que um provável registro de algo que ainda vai ocorrer não implica na existência de um "destino" inevitável, conceito que a razão não pode admitir, frente ao princípio do livre-arbítrio. A ideia de um destino nos vem à mente exatamente porque estamos acostumados com a noção de um tempo fluindo.

Terminamos formulando um novo teste, que não é preciso responder. Nós o oferecemos apenas para, digamos assim, deixarem-se envolver em mistérios que vamos decifrar possivelmente apenas quando estivermos evoluindo em planos astrais. Na verdade não é um novo teste, é apenas uma reformulação deste. Fica assim: Considerando-se que em vida astral o tempo não tem sentido, como você explicaria a sensação de já ter vivido uma dada situação?

Um toque de humor: Por que simplificar se podemos complicar?

 

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