Teste de conhecimentos da doutrina racionalista cristã

47. O tratamento de "irmão" ao nosso semelhante tem origem nas crenças religiosas que afirmam ser Deus o pai de todos. Ora, irmãos têm pai e mãe. Quem seria, então, a mãe de todos? Deixando a brincadeira de lado, se nos ensina o Racionalismo Cristão que no Espaço não existem "nem pais nem filhos" (Ver o capítulo "O Espaço", do livro "Racionalismo Cristão") é razoável continuar chamando-nos de "irmãos"?

O Racionalismo Cristão veio para inovar, para ajudar a humanidade a se livrar de práticas e conceitos místicos, esclarecendo-a sobre a vida espiritual e as leis naturais. Desta forma, vem o Racionalismo Cristão constantemente recomendando para que pensemos racionalmente, deixando de lado idéias e costumes que estão arraigados nos nossos perispíritos como frutos de crenças, enganos e ilusões acumuladas em vidas anteriores. O tratamento de "Irmão Pedro", ou mesmo irmão pura e simplesmente, é resquício de encarnações anteriores, ou mesmo da atual. Se consultarmos o livro "Racionalismo Cristão", veremos que a palavra "irmão" aparece apenas duas vezes e, sempre, com o sentido de filho dos mesmos pais.

Seguindo o exemplo dado pela doutrina, deixemos de lado esse costume de tratar nosso semelhante como irmão, mesmo que adicionemos a explicação "em essência". Se argumentarmos que somos "irmãos em essência" porque temos uma origem comum: o Grande Foco, então, para sermos coerentes conosco mesmos, ao dirigir-nos a um pé de alface ou a um piolho, devemos dizer-lhes "queridos irmãos em essência".

Junho 2008

 

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