Teste de conhecimentos da doutrina racionalista cristã

13. As crianças são jovens apenas no corpo. Ao encarnarem, trazem consigo a bagagem espiritual acumulada em inúmeras vidas passadas. Desta forma, devemos respeitá-las e deixá-las livres, sem interferências, para que essa bagagem possa aflorar em ações e empreendimentos. Certo ou errado? Comente sua resposta.

É inegável que o espírito, ao encarnar, traz consigo a bagagem que acumulou ao longo de sua trajetória evolutiva. São experiências que se somaram e passaram a acompanhar o espírito, delineando o seu caráter global. Nesta resposta, vamos considerar duas características distintas dessa bagagem que devem ser consideradas separadamente.

Desde cedo, a criança demonstra inclinações e temperamentos.

As inclinações são conseqüências do plano que o espírito, usufruindo do seu livre-arbítrio, arquitetou antes de encarnar. Refletem, portanto, as aspirações do espírito, metas que espera atingir e, assim, aproveitar a encarnação. Os pais e educadores devem estar atentos para identificar essas inclinações, que invariavelmente se manifestam nos gostos da criança, no comportamento dela diante de afazeres a que se dedica, nas coisas e atos que admira. Umas vão gostar de artes, outras de ciências, etc. Essas inclinações devem ser respeitadas, estimuladas e apoiadas criando-se condições para que a criança possa desenvolvê-las com proveito.

Os temperamentos também merecem atenções e cuidados. Da mesma forma que uma criança demonstra suas inclinações, ela também deixa evidentes os vícios e maus hábitos que a vêm acompanhando, talvez desde muitas e muitas encarnações anteriores. Ela deve ser ajudada a se livrar desse lado negativo de sua formação. Uma vez identificadas, as más tendências e temperamentos devem ser combatidos com todo rigor, impondo disciplina à criança e punindo-a com repreensões e castigos sempre que se fizerem necessários. Nada de sentimentalismos, sempre prejudiciais à criança. Punir é, sim, necessário. Um castigo, quando bem aplicado (e justo) é sempre benéfico. Porém, punir não significa usar de violências e agressões, físicas ou morais. Nada de chineladas ou ofensas com palavras depreciativas, que sempre prejudicam a criança em sua auto-estima. Bastam castigos simples, como proibir de ver um programa favorito de TV, cortar uma sobremesa, e coisas assim. A criança percebe que está sendo punida por algo que fez. Ela tem perfeita noção do que é certo ou errado. Essa percepção, do certo e do errado, já vem com o espírito desde suas primeiras encarnações.

Se o castigo ajuda a criança a moldar seu caráter, igualmente útil é o elogio. Nem um nem outro deve faltar sempre que a criança o merecer. Sempre com moderação. Castigos e elogios comedidos, sem exageros. Caso contrário, a criança perde o respeito aos pais e educadores. E isso é um desastre na formação do caráter da criança.

Outubro 2007

 

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