Teste de conhecimentos da doutrina racionalista cristã

1. Qual a diferença entre um mundo de estágio, um mundo-escola e o mundo próprio do espírito?

A resposta a esta pergunta teve por base a "Introdução" e os capítulos "O Espaço", "A encarnação do espírito" e "A desencarnação do espírito", do livro Racionalismo Cristão, 43ª edição. A elaboração da resposta ensejou vários desdobramentos, não explicitamente enunciados nas obras racionalistas cristãs que conhecemos. Contudo, foram resultados de raciocínios elaborados tendo em vista que não podemos compreender o universo e suas leis tomando como parâmetro e base apenas o curtíssimo segmento terreno, das encarnações e desencarnações, da trajetória evolutiva das Forças.

O Universo é constituído de Força e Matéria. A Força está em constante e imperiosa evolução. Somente após passar pelos reinos mineral, vegetal e animal é que a Força tem os atributos necessários para atuar em um corpo humano. A partir daí, passa a ser denominada espírito e deixa de fazer parte do mundo físico, passando a pertencer aos mundos espirituais. São os seus mundos próprios. Cada espírito pertence, portanto, não mais ao planeta Terra e sim ao mundo espiritual relativo ao grau de evolução atingido.

A evolução do espírito, de qualquer classe, se dá nos mundos-escola, ou mundos de escolaridade. É nesses mundos de escolaridade que espíritos promovem, entre si, o intercâmbio de conhecimentos intelectuais, morais e espirituais. O planeta Terra é um mundo-escola onde evoluem apenas espíritos pertencentes às primeiras 17 classes. Espíritos de classes mais elevadas também continuam sua evolução, desenvolvendo ainda mais a sua espiritualidade, ou seja, desenvolvendo seus atributos intelectuais e morais.

Onde se desenvolve a intelectualidade? Nos mundos de escolaridade. Daí ser lícito inferir que mundos de escolaridade não são apenas os mundos-escola do plano físico, como a Terra. É preciso fazer notar que, embora o livro Racionalismo Cristão não mencione explicitamente essa conclusão, parece-nos perfeitamente lógico concluir que há mundos de escolaridade também no Espaço. É nesses mundos que espíritos do Astral Superior evoluem desenvolvendo tarefas em seus planos (seus mundos próprios) e nos planos inferiores ao que pertencem. Por exemplo, nos mundos de escolaridade associados aos mundos diáfanos, evoluem espíritos da 18ª à 25ª classe, trocando experiência e conhecimentos entre si. Uma diferença importante com respeito ao mundo-escola Terra é que nesses mundos de escolaridade superiores não há as perturbações intrínsecas do astral inferior.

O livro básico, no capítulo "O Espaço", nos ensina que os mundos de escolaridade são de natureza idêntica à do nosso planeta. Em nosso entendimento, natureza idêntica não significa mundos do plano físico, como o mundo-escola Terra, mas, sim, mundos onde o espírito desenvolve atividades condizentes com seu grau de evolução. Sabemos que uma universidade é uma escola de natureza idêntica à de uma escola de ensino fundamental, isto é, numa e noutra se ministram ensinamentos apropriados aos alunos que as freqüentam. Porém, há uma diferença entre essas escolas, embora sendo de mesma natureza. A diferença é o grau de conhecimento entre os alunos que freqüentam uma ou outra.

O aprimoramento do saber e o da moral caminham juntos. Talvez caiba aqui uma pergunta: - Nos planos superiores, o que significa "moral"? Seria apenas um conjunto de normas de boa conduta, bons costumes ditados por preceitos definidos e aceitos por uma determinada sociedade, como a terrena? Não pensamos assim. Da mesma forma que os conhecimentos disponíveis em planos superiores não estão ao alcance da compreensão da humanidade, também a "moral" observada nesses planos é de ordem e natureza nem imaginada por nós.

Mundo de estágio é onde o espírito programa suas atividades futuras. Por exemplo, ao desencarnarem, espíritos das primeiras 17 classes se encaminham, mais cedo ou mais tarde, ao seu mundo de estágio, de onde e somente de onde, poderão voltar a encarnar. Logicamente, nada nos impede de supor que há mundos de estágio para espíritos de classe superior à décima-sétima. Nenhum espírito evolui quando está em seu mundo de estágio, pois lá não há atividades e trocas de conhecimentos. Evolução se adquire apenas nos mundos de escolaridade.

Em resumo: mundo próprio é o plano astral a que pertence um espírito, avaliado pelo seu grau de evolução; mundo de estágio é onde o espírito planeja suas atividades futuras; mundo de escolaridade é onde o espírito desenvolve suas atividades e adquire mais luz. Um mundo de escolaridade pode pertencer ao plano físico, mas, tanto o mundo próprio como o mundo de estágio pertencem necessariamente aos planos superiores.

Finalmente, lembremos que nossas conclusões serão mais abrangentes e ricas se não nos limitarmos a raciocinar com base na nossa experiência e conhecimentos do mundo físico. Isto é, será muito mais produtivo raciocinar sob uma perspectiva universal, em vez de terrena. Ainda em outras palavras, nossas ponderações devem ter por base, isto é, devem levar em consideração o espírito em sua própria natureza e não em sua condição temporária de encarnado. É uma tendência, até compreensível, desenvolver nossas análises sob a perspectiva de encarnações e reencarnações. Encarnações e reencarnações são etapas limitadíssimas da trajetória evolutiva de um espírito. Devemos extrapolar esses conceitos se quisermos enriquecer nossos conhecimentos espirituais.

Julho 2007

 

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