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Sobreviventes da carne

Luiz Hamilton Menossi

O corpo carnal - embora parte da natureza humana - pode se dizer, não é mais que mero ornamento exterior do espírito encarnado e seu instrumento de ação na Terra. Já o espírito é Luz – superior à luz material – que quando se afasta definitivamente do corpo carnal – (desencarnação) – ficam apenas os restos inanimados. Se é verdade que coisas necessárias para a manutenção da vida humana são o alimento e o vestuário – também o é o espírito. Sem o espírito o corpo carnal é apenas um animal irracional sem vida.

Extraí essa verdade da literatura espiritualista racionalista cristã – principalmente do livro A morte não interrompe a vida, de Luiz de Souza –, senti-me impelido a retomá-la, evocando e exprimindo em outras palavras as mesmas idéias. A literatura racionalista cristã além de esclarecedora sobre a vida e a morte é um consolo para aqueles que tiveram subtraídas as pessoas amadas - os familiares fisicamente desaparecidos. Ainda que os corpos paralisem e emudeçam com a morte física - que os gestos corporais não se produzam mais sem o movimento interior da alma, ensina o Racionalismo Cristão que os atos internos e invisíveis do espírito liberto da matéria aumentam se traduzindo na verdadeira vida - a vida espiritual. Não é da carne que o espírito desencarnado precisa para continuar a sua vida. Ela lhe comunicava a vida na terra. A vida no espaço é comunicada pelo corpo astral.

A carne e os ossos que restaram são reduzido com o tempo a pó, até a última parcela, e retornam finalmente para a Natureza, e não sobra nada, a não ser a alma no espaço - o espírito e seu corpo astral. Todos que já se foram sobreviveram!

Dezembro 2008

 

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