Ser militante numa casa racionalista cristã

Eliane Ramos e Maria do Céu

Nós, da Plêiade do Astral Superior, observamos em muitos que estão a serviço da Doutrina a satisfação pelo que realizam, e seguem firmes, dentro da disciplina, que pode ser rígida, mas tem que ser cumprida. Prática do Racionalismo Cristão, 13ª ed., Rio de Janeiro, 2009. p. 48

O militante de uma casa racionalista cristã é como um cartão de visita, pois eles são a primeira pessoa que se encontra ao chegar à Doutrina. É dos militantes que recebemos a primeira e a última palavra, sendo elas: sejam bem-vindos e voltem sempre!

O planeta Terra é um amálgama de espíritos de várias classes, que se misturam através da reencarnação, com o propósito de aprenderem uns com os outros durante as várias reencarnações.

Mas quem pode ser militante?

Nas casas racionalistas cristãs, todos os seres humanos são aceitos para trabalhar, desde que sintam a vontade férrea de ajudar o seu semelhante, de se comprometerem consigo mesmos em se disciplinar abraçando os Princípios da Doutrina, com o Astral Superior, e com a Casa onde irão exercer a militância.

Quando esta vontade é sentida por um ser humano, significa que a vida espiritual despontou em seu espírito.

Por isso ao inscrever-se, já refletiu e ponderou maduramente nesse passo sério.

É sem dúvida um passo decisivo e responsável. Reflete desprendimento e renúncia pelas coisas materiais existentes no planeta, sabendo colocar a vida espiritual em paralelo e/ou, quantas vezes, acima da vida material.

À medida que vai exercendo as várias funções dentro de uma casa racionalista cristã, sente uma felicidade indescritível proveniente da satisfação íntima do dever cumprido, além de sentir em si mesmo um prazer enorme em ser útil ao Astral Superior e ao Todo.

Qual o maior destaque de um militante dentro do Racionalismo Cristão?

Na Doutrina não há lugares estanques, não há lugares de destaque, não há lugares escolhidos. Todos trabalham com dedicação, com amor, com satisfação, com carinho no lugar onde é preciso, e assim, vão conhecendo a evolução espiritual.

Logo assim que chegamos a uma casa racionalista cristã pela primeira vez, e nos deparamos com os militantes, já na porta, nos recebendo com um sorriso suave, um aperto de mão, é possível sentir paz, segurança e confiabilidade. E como é compensador ao militante também, ver entrar na casa racionalista cristã onde trabalha pessoas preocupadas, angustiadas, e vê-las sair no final da primeira reunião pública, com um semblante um pouco mais alegre, e, passado algum tempo, falar com essas pessoas e senti-las restabelecidas!

E quem não pode ser militante, o que pode fazer pela Doutrina?

Muitos racionalistas sentem o imenso desejo de ser militante, mas ainda encontram-se impossibilitados, por suas ocupações, no trabalho, em casa com filhos em idades escolares, com pendências materiais que ainda faltam serem resolvidas, dentre outros motivos que os impedem, e acabam se sentindo embaraçados. Mas, é preciso lembrar que na vida tudo tem seu tempo, e que as Forças Superiores contam com todos nós, e, se por um lado não for possível tornar-se um militante dentro de uma casa racionalista cristã, por outro lado é possível trabalhar como soldado em campo! Dentro dos lares, no seio familiar, no trabalho, na rua, por onde passar, com quem estiver. O mundo é grande!

E para que as criaturas possam chegar a uma casa do Racionalismo Cristão, é com os soldados em campo que as Forças Superiores contam! Na divulgação da Doutrina.

O que é precisamente ser militante?

Ser militante na doutrina racionalista cristã é saber os seus limites, é saber respeitar a evolução e o livre-arbítrio de cada um. É saber ser amigo do seu semelhante, é saber dar sem esperar nada em troca, é colocar os ensinamentos do Racionalismo Cristão no dia-a-dia, mostrar aos nossos semelhantes esta luz que irradia em cada um de nós, irradiar nos horários determinados, estudar cuidadosamente o livro Prática do Racionalismo Cristão, 13ª edição, é sentir vibrar o seu espírito através do seu pensamento envolvendo todos os seres humanos com amizade e amor incondicional, participando assim, do movimento harmônico do Todo em benefício do próprio Todo.

Janeiro 2011

 

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