Renascer para uma nova consciência

Mariazinha Simões e Maria Filomena Besteiro

É preciso compreender que os bens materiais pertencem à Terra e nela ficarão, não sendo os seres humanos mais que administradores ou depositários temporários desses bens. Racionalismo Cristão, 44ª edição. 2010.

Decorridos dois meses do ano de 2010, para não abordar acontecimentos anteriores, não paramos de assistir impotentes aos protestos que a Mãe Natureza está efetuando no sentido de apelar aos seus filhos, habitantes temporários do planeta Terra, para a substituição de consciências e que essa passe a manifestar-se pelo entendimento e respeito que ela merece. Nas entrelinhas outros sinais se podem detectar como por exemplo, - a tolerância tem limites -, nos alerta para o fato de tudo nos ser facultado, nada nos pertencer, essa posse temporária, - factor tão importante e tão esquecido -, então, vamos esforçar-nos e não esquecer que a devolução dos bens generosamente cedidos, gratuitamente e temporariamente, terão e/ou deverão serem restituídos com os cunhos da valorização, gratidão e com o sentimento de que não passou de um empréstimo, mas que serviu às necessidades temporais da reencarnação.

É tempo de parar e refletir nos objetivos e metas que cada um estabeleceu para si, pois está mais que provado que os padrões que se têm praticado não servem os interesses da humanidade e muito menos do planeta que nos acolhe para processarmos a ininterrupta evolução, tendo em conta que é contínua e em condições sempre propícias à mesma.

É difícil a introdução de novas regras, assimilação e prática, mas é urgente a mudança de atitude face às novas realidades que todos os dias nos chegam, de todos os lados do planeta, o mesmo que sugerir mudem e adaptam-se, pois sou força, inteligência e sabedoria. A mensagem está aí para todos se servirem na certeza que só com a reestruturação de hábitos e costumes individualizados dos habitantes da Terra se conquistará um futuro mais ameno e profícuo, responsabilização que por certo reverterá em benefício do Todo.

Há que recuperar muito dos valores perdidos por serem adjetivados por "caretas", "fora de moda" etc., e de uma vez por todas interiorizarmos que valores são sempre valores seja em que universo vivamos não mudam por serem perenes, e deixar de endeusar/valorizar o que é fútil, ilusório, colocar de parte tudo aquilo que passou a ser normal não passando de anormalidade.

É tempo de todos passarmos a viver ao abrigo das leis universais e deixar a marginalidade ambígua que muitos de nós teimam em vivenciar. O tempo esgotou, só os cegos de espiritualidade teimam em não querer ver, todos juntos num só querer unamos esforços para que a Mãe Natureza se possa apoiar para processar as mudanças necessárias do planeta e dos seus habitantes, para assim dar lugar ao renascer de uma nova consciência.

Sejamos seres inteligentes e não façamos dos bens materiais/estatuto, comandar a vida já que é tudo uma ilusão momentânea desta encarnação. Passo a sublinhar os únicos "bens" que cada um leva para a eternidade da vida espiritual, são as melhorias do carácter revertendo em evolução e mudando uma futura vida material.

Os humanos precisam indagar, procurar, estudar, investigar a ciência da vida e o significado dela. O que os olhos materiais veem é somente um pouco do muito que existe.

O livro essencial Racionalismo Cristão, tem toda a informação precisa, basta o ser humano ter vontade de ler, estudar e aplicar na sua vida.

Maio 2010

 

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