gazeta2.jpg (8041 bytes)

Primeiros passos na evolução

Diego Garcia Leite
Ulysses Claudio Pereira

Os fluidos do Astral Superior, que são espargidos nestas correntes, através das sessões públicas realizadas três vezes por semana. Não há milagres e nem proteções, há sim, ação do bem contra o mal. "Conforme pensares, assim serás", dizia Cristo. Se a tua assistida continuar pensando nas dores do corpo vai continuar a ter as mesmas dores, porque pensar é atrair. É preciso ter vontade própria, reagir às fraquezas, fazer as irradiações às 7 e às 20 horas, todos os dias. Ulysses Claudio Pereira

Introdução

Com a evolução da partícula de força pelos três reinos da natureza, chegou ela à condição de homem racional (espírito). É esse fator que nos difere dos animais irracionais que apresentam uma capacidade ainda muito rudimentar em relação a nossa que é mais ampla, abrangente e dotada de faculdades espirituais. É no espírito onde estão os predicados, os atributos inerentes ao Todo. É por meio desses atributos que o gênero humano se serve para criar, transformar e inventar. É pelo pensamento a serviço da vontade firme que o espírito chega aonde tem de chegar. O pensamento intimamente ligado à vontade constitui uma força poderosíssima capaz de transformar uma simples ideia numa emocionante realidade.

Exemplos que atestem a capacidade inventiva do Homem não faltam. Nem sempre a necessidade foi a "figura mater" de todas invenções. Mas talvez os inventos concebidos a partir dela tenham sido os mais instigantes, produtivos e revolucionários, ou ainda, tenham tido muito maior desdobramento, resultando em outras grandes idéias e inventos.

Temos aqui, abaixo, alguns exemplos frisantes e fundamentais que determinam a capacidade do Homo sapiens: O início e a consolidação do raciocínio.

Roda

Notamos o exemplo da roda. Há quem afirme que é uma das maiores invenções da humanidade. Foi uma invenção de primeira importância, não só porque promoveu uma revolução no campo dos transportes e da comunicação, mas também porque a roda, com diferentes modificações, passou a fazer parte de numerosos mecanismos e contribuiu para o impulso ao progresso humano. Ela está em toda parte, tornou-se tão comum no nosso dia-a-dia que nós nem nos lembramos que, antes dela, a vida era muito dura. A origem dela é incerta. O mais antigo exemplo foi encontrado na Mesopotâmia, (onde hoje é o Iraque), e sua idade é calculada em mais ou menos 55 mil anos. Acredita-se que, com esta descoberta, o homem tenha ganho velocidade em tudo.

Fogo

O que seria de nós se não houvesse o fogo? Pois bem, segundo alguns antropólogos, o homem passou a ser um animal especial quando dominou o fogo. Equivale dizer que, o domínio do fogo foi o primeiro passo para a construção de ferramentas e armas.

Qualquer bicho (animal irracional) teme e repugna o fogo. Assim, o fogo oferecia proteção contra os animais selvagens que atacavam os homens primitivos. Uma fogueira ardendo em chamas mantinha os predadores afastados, o que era uma vantagem aos primitivos.

A partir da Idade da Pedra, o domínio do fogo deu um enorme impulso à humanidade, através dele e os homens juntaram-se para se aquecerem e contemplar o universo, e começou todas as contemporizações, mitos, medos e lendas, muitas das quais absurdas, porém muito criativas.

Inicialmente o fogo para o homem primitivo foi um desastre pela ameaça que a ele representou, até o seu domínio e armazenamento. Ele foi a primeira fonte de energia natural descoberta e conscientemente controlada e utilizada pelo homem. Quase tudo que é moderno baseia-se em calor e eletricidade. O carro necessita da faísca para queimar o combustível; o fogão para preparar a comida.

Estudos recentes dos povos primitivos indicam que a produção de fogo pelo Homem erectus, o ancestral imediato do homem moderno, só aconteceu no período neolítico, cerca de 7 mil anos AC. O Homem erectus descobriu uma maneira de produzir faíscas, através do atrito de pedras ou pedaços de gravetos de madeiras. Para produzir o fenômeno, tentou diferentes tipos de pedras, até se decidir pelas melhores, como sílex e as piritas. A bem dizer, o homem só conseguiu uma forma realmente prática para acender o fogo com a invenção do fósforo; também novas idéias e tecnologias permitiram que o homem criasse outros meios para isso, como o isqueiro e o acendedor de fogão.

O fogo não foi precisamente inventado, mas, sim, "descoberto". Afinal, ele existe e sempre existiu na natureza e o que o homem fez foi apenas arranjar um meio de fazê-lo quando quisesse e preciso fosse.

Escrita

A escrita abriu a possibilidade de compartilhar ideias, pensamentos e conhecimentos entre as pessoas em geral. Foi o meio pelo qual o homem conseguiu se entrosar, participar e, assim, expressar seus sentimentos, seus pensamentos.

Com o passar dos tempos, pôde o homem, graças ao seu esforço na luta pela sobrevivência, descobrir, inventar e acumular experiências que se transformaram em conhecimentos, permitindo aos seus posteriores aprimorar conceitos dos mais variados assuntos e formas.

A invenção da escrita ocorreu há dezenas de milhares de anos, apesar de ter se consolidado há cerca de 3 mil anos. A construção de palavras e a formação de conceitos uniram os humanos em grupos. A fala acelerou a transmissão de informação e possibilitou um método de ensino mais rápido. Os registros eram representados por caçadas e coisas da vida cotidiana que eram pintados cuidadosamente nas cavernas. Mais tarde transformaram-se em letras.

A imprensa

Imagine se não tivéssemos a imprensa. Não teríamos como nos comunicar de forma escrita. Não teríamos livros e os conhecimentos formulados iriam se perder ou sofrer mudanças na sua estrutura. Não teria como repassar às gerações vindouras as fontes de saberes, muita das quais cheias de informações importantes que as notificariam de fatos e acontecimentos marcantes. A imprensa surgiu para facilitar o processo de cópia, o que era um problema gigantesco no passado, porque a cópia era o meio de perpetuar o conhecimento e os escritos eram restritos à realeza e aos monastérios, onde os escribas copiavam noite e dia sem parar. O processo de cópia realizado pelos escribas, além de demorado e caríssimo, nunca saía perfeito.

A invenção da imprensa, no entanto, foi dada ao alemão Johannes Gutenberg que substituiu as pranchas xilográficas por caracteres móveis de madeira, depois pelo cobre e, finalmente, pelo aço. A impressão já vinha sendo feita há séculos pelos chineses e por outros povos do Oriente Médio, mas o alemão Gutenberg é considerado oficialmente o inventor da imprensa, variando entre o ano de 1436 e 1452.

Abrindo o caminho da espiritualidade

Em todas as religiões existem pessoas boas, tudo depende da própria criatura, porque cada um é cada um. A criatura, não sendo fanática, observa a vida por um ângulo mais amplo, age com prudência e observa nas outras criaturas qualidades que às vezes ela não tem e vão aprendendo com as lições da vida, no meio heterogêneo em que vive. Não importa que tenhas sido católico. O importante é que é um espírito liberto da matéria e está envolvido por essas almas boníssimas. Muitas delas, quando encarnadas, foram católicas, inclusive o fundador astral desta Doutrina.

O Padre Antonio Vieira foi o homem de confiança do rei de Portugal, que nada fazia sem primeiro consultá-lo, ao tomar decisões. Ele tinha amor pelo Brasil, como tinha por Portugal, sua terra natal. Foi um espírito valente, preparado e, sem dúvida, uma das maiores culturas da época. Sua obra contém 25 volumes e tem 250 sermões. Estudando essa obra, nas suas entrelinhas, observará o que é a espiritualidade, o que é um espírito forte, valente e esclarecido.

Diz a História que ele veio para ser o segundo Cristo. Só não foi levado à fogueira, porque temiam as conseqüências que poderiam ocorrer na época. Mas, mesmo assim, ficou encarcerado num cubículo escuro e sem higiene durante dezesseis meses. Depois que desencarnou em Salvador, na Bahia, partiu para o Astral Superior e lá trabalhou 213 anos para conseguir implantar a Doutrina Racionalista Cristã no planeta Terra. Esta, em Santos, é a primeira Casa Racionalista Cristã do mundo, por isso a chamamos carinhosamente Berço do Racionalismo Cristão.

Que trabalho realizou Antonio Vieira! O importante é a maneira de a criatura se conduzir, tendo carácter, sendo digna, valorosa, sabendo respeitar e amar o seu semelhante. Ela está no caminho da espiritualidade. (Ulysses Claudio Pereira)

A loucura é uma doença psíquica

O saudoso mestre Luiz de Mattos, no início da implantação da Doutrina Racionalista Cristã, demonstrou à ciência médica que a loucura é uma doença psíquica, que não existe doença material na loucura. Ele retirou da Casa de Saúde Dr. Eiras, no Rio de Janeiro, por ordem médica, quatro loucos reconhecidamente incuráveis. Isolou-os e estabeleceu uma disciplina de horários para tudo. Tratou-os com amor, dentro da Casa Racionalista Cristã; depois convocou uma junta médica do hospital de onde foram retirados, e os médicos constataram que os quatro loucos estavam normalizados. Luiz de Mattos entregou-os à sociedade. Assim fez o saudoso mestre. Comprovou que a loucura é uma doença psíquica. (Ulysses Claudio Pereira)

Conclusão

A história da humanidade registra muitos inventos que marcaram um efetivo avanço da evolução do homem, podemos citar por exemplo: os números, o tijolo, a telha, o calendário, o astrolábio, o telefone, e ou vacinas a favor da saúde. Assim como houveram grandes pensadores que contribuíram para que o homem movimentasse o seu pensamento, construindo as suas virtudes e valores.

Hoje estamos na era das comunicações e a contribuição é maior por conta do micro computador nos lares facilitando a vida material de toda a humanidade.

Mas temos a principal codificação racional e científica que nos eleva, que nos ensina a descobrir os porquês dos porquês, que é a Doutrina Racionalista Cristã, fundada por Luiz de Mattos e Luiz Alves Thomaz que nos abre todos os horizontes da espiritualidade, a descoberta de nós mesmos como Força e Matéria, razão de nosso viver neste Planeta Escola.

Abril de 2009

 

Página Principal da Gazeta  | Página anterior

Gazeta do Racionalismo Cristão - Uma filosofia para o nosso tempo