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Os planos astrais

Valdir Aguilera

Introdução

A matéria que vamos discutir é apresentada de forma a estimular a imaginação do leitor e incentivá-lo a estudos mais profundos. Pretendemos apresentar algumas idéias – inspiradas em boa parte pelos ensinamentos do Racionalismo Cristão – e indicar caminhos para desenvolvê-las. O assunto é mais simples do que parece, mas, requer paciência e disposição do leitor para demorar-se em análises e reflexões. O tema central que estaremos desenvolvendo são os planos, ou dimensões, astrais. Também investigaremos como se interpenetram e como acessá-los.

Ao final, oferecemos uma pequena bibliografia em benefício daqueles que pretendem completar e desdobrar as idéias aqui apresentadas.

A constituição do universo

O universo é infinito, no espaço e no tempo. Não podemos localizá-lo, pois, para localizar alguma coisa é necessário referir-se a outra. Por exemplo, para localizar a Lua no sistema solar, podemos fazer uma referência ao planeta Terra. Se quisermos dizer onde está a Terra, temos de nos referir ao Sol e, este, à galáxia que contém o sistema solar. E a quê nos referiríamos se quiséssemos localizar o universo? Teríamos de procurar um referencial fora do universo e isso nos levaria a uma contradição, pois, se esse referencial existe, logicamente estará imerso no próprio universo. O universo é, portanto, ilocalizável. Além disso, nunca foi criado e não deixará de existir. Está, isso sim, em constante transformação, numa verdadeira dança cósmica. O universo de hoje não é o mesmo de ontem. O universo é constituído de mundos, ou planos astrais. Todos eles estão interpenetrados por força e matéria. Não há um só ponto no universo, por menor que seja, sem a presença de força e matéria.

Em cada um desses mundos astrais, as forças têm um grau de evolução e a matéria tem uma densidade própria. Como a força está sempre atuando sobre a matéria, produzindo fenômenos, em cada plano astral ela atua num tipo de matéria diferente, melhor dito, de densidade diferente, em conformidade com o seu grau de evolução. O nome genérico que se dá à matéria que permeia o espaço é matéria fluídica. A matéria que forma os corpos dos mundos físicos (átomos, moléculas, etc.) se diz matéria organizada [1].

À medida que a força evolui, passa a pertencer a mundos superiores e a atuar em matéria de densidade cada vez menor, própria desses mundos.

Quantos planos astrais existem? Talvez uma infinidade deles. Não sabemos. Mas, cada um deles contém todos os outros planos inferiores a ele, e está contido nos planos que lhe são superiores. As forças que atuam num determinado plano astral podem atuar também nos planos inferiores, mas, não podem atuar em planos superiores, pois as forças sempre atuam sobre a matéria e a matéria é aquela própria do plano astral ao qual elas pertencem. Por exemplo, um espírito, encarnado ou não, atua sobre o seu corpo astral e este é constituído de matéria de seu mundo próprio.

Para atuar em planos inferiores, a força precisa manipular matéria mais densa, mais grosseira do que aquela do seu mundo próprio. E isso é penoso para a força. Por outro lado, para atuar em matéria cada vez menos densa, ou seja, de planos mais elevados, a força deve conseguir vibrar em freqüências mais e mais altas. Afinar e enriquecer suas freqüências é o que significa evolução da força [2].

A força evolui em mundos de escolaridade. O plano que contém a Terra é um desses mundos de escolaridade. Nele evoluem espíritos das primeiras dezessete classes. Espíritos de classes superiores fazem sua evolução em mundos de escolaridade também superiores [3].

Em seu plano astral próprio, um espírito pode saber o que acontece e intervir nos planos inferiores ao seu mundo, mas não pode intervir em planos mais elevados, nem ter acesso aos conhecimentos disponíveis nesses planos.

No plano físico, a matéria fluídica se condensa para formar partículas físicas. Estas são em seguida trabalhadas por forças, em processos de agregação e desagregação, para compor átomos, moléculas, organismos, etc. numa ordem de complexidade cada vez maior. As forças do plano físico atuam sobre essa matéria organizada, e não conseguem atuar em planos superiores, onde a matéria é menos densa.

O pensamento

Vimos que quanto mais evoluída a força, mais elevado é o plano astral a que pertence e menos densa é a matéria sobre a qual ela constantemente opera produzindo fenômenos. Em cada plano astral, a matéria se caracteriza por sua densidade. Os pensamentos são irradiações ondulatórias produzidas por vibrações específicas do espírito, encarnado ou não. Essas irradiações, como todas as ondas, se propagam com velocidade diferente em meios de densidades diferentes.

Vamos abrir parênteses para lembrar que as ondas emitidas pelo pensamento não são ondas eletromagnéticas, como já encontramos erroneamente afirmado em muitos textos. As ondas eletromagnéticas são produzidas por elétrons em movimento e estes são formados por matéria organizada, própria, portanto, do plano físico. Em qualquer plano astral, o pensamento propaga em ondas, mas não eletromagnéticas, que são próprias do plano físico. Fechemos parênteses.

Os pensamentos inferiores são caracterizados por baixíssimas freqüências. Como a energia é proporcional à freqüência [2], os pensamentos inferiores não têm energia suficiente para alcançar planos superiores. Daí não chegarem até os espíritos superiores pensamentos gerados pelo egoísmo, por adorações, ódio, e que tais.

As dimensões do plano físico

No plano físico detectamos três dimensões – o tempo não é uma dimensão, na verdade, não existe [4]. Como espírito encarnado que somos, apenas pelas irradiações produzidas pelos nossos pensamentos podemos atingir dimensões superiores a três. Se essas irradiações forem grosseiras, não passarão do plano físico ficando aqui confinadas.

Daí, ao "elevar" nossos pensamentos estaremos irradiando ondas de alta freqüência que são capazes de atingir planos elevados, planos superiores, os planos astrais superiores.

Depois de desencarnados, é ainda pela ação do pensamento ativado pela vontade que iremos transitar pelos planos astrais a nós acessíveis.

Vemos, então, quão importante é estudar o que seja o pensamento, o que nos faz lembrar que este é um ótimo momento para recapitular o conteúdo do capítulo "O pensamento", do livro Racionalismo Cristão.

Como dissemos, o plano físico é constituído de três dimensões. Nelas, a força opera sobre a matéria para formar e organizar corpos.

Pertence ao plano físico tudo aquilo que podemos observar com nossos olhos ou com ajuda de instrumentos que detectam radiações eletromagnéticas (luz, radar, calor, etc). Assim, todos os astros, constelações, galáxias, buracos negros, etc. pertencem ao plano físico. São todos eles objetos tridimensionais.

Podemos chamar as três dimensões do plano físico de comprimento, largura e altura. Como poderíamos entender, ou imaginar, essas dimensões do plano físico? Se pudermos entendê-las, teremos um caminho aberto para tentar imaginar o que seria a quarta dimensão. Com o intuito de lançar alguma luz sobre esse assunto, vamos fazer um pequeno exercício.

Consideremos um ponto marcado pela ponta de um lápis sobre uma folha de papel. Diz-se que esse ponto tem dimensão zero. Na realidade, apesar de ser apenas um ponto, fisicamente ele tem três dimensões, pois é formado pela grafite do lápis, e a grafite é constituída de átomos de carbono, que são objetos tridimensionais. Mas, como não estamos preocupados com o rigor e, sim, pretendemos ilustrar idéias utilizando modelos simples, vamos esquecer esse detalhe dos átomos e continuar nosso exercício.

Se movermos o lápis sobre a folha, desenharemos uma linha, que pode ser reta ou curva, não importa. A Fig. 1A mostra uma reta gerada por esse processo de movimentação do ponto. Essa linha tem dimensão um. Assim, a partir de um "objeto" de dimensão zero, geramos um outro de dimensão um. Na Fig. 1A, a seta mostra a direção do deslocamento do ponto ao gerar a reta.

Sobre a mesma folha de papel, desloquemos a reta da Fig. 1A para cima. Geramos uma superfície que aparece em vermelho na Fig. 1B. Uma superfície tem dimensão dois. Assim, a partir de um objeto de dimensão um, geramos outro de dimensão dois. A seta mostra a direção do deslocamento da reta ao gerar o plano.

Continuemos nosso processo deslocando a superfície vermelha para fora da folha de papel. Teremos o objeto da Fig. 1C, em que pintamos de azul a superfície que foi movida para cima da folha. A Fig. 1C poderia representar um cubo, que é um objeto de três dimensões. Esse cubo repousa sobre a folha de papel ocupando a área em vermelho. Assim, a partir de um objeto de duas dimensões geramos outro de dimensão três.



Fig. 1 Gerando dimensões no plano físico

Nessa seqüência de processos, vimos que podemos gerar objetos de dimensão maior a partir de um de dimensão menor. A Fig. 1A, uma linha, representa um universo unidimensional. A Fig. 1B, uma superfície, representa um universo bidimensional, e temos na Fig. 1C uma representação de um universo de dimensão três, o nosso plano físico.

Não devemos levar ao pé da letra o que foi dito acima. Isto é, não se deve pensar que o universo unidimensional é um segmento de reta, que o universo bidimensional é um quadrado e que o universo tridimensional é um cubo. As figuras que construímos servem apenas para ilustrar a nossa discussão sobre as dimensões do espaço físico.

Um "ser" unidimensional pertencente, portanto, ao universo 1A, pode mover-se apenas para frente e para trás. Em seu vocabulário não existem as palavras "esquerda" e "direita", pois essas direções pertencem a um universo de dimensão maior do que o seu. Ele não sabe, nem imagina, portanto, como mover-se para "fora" do seu universo, pois isso implicaria em saber que existe um universo de dimensão dois. Por outro lado, mesmo que tivesse esse conhecimento, não saberia como sair do seu universo e atingir o de dimensão maior, pois não tem idéia do que sejam as direções "esquerda" e "direita".

Já um ser bidimensional, pertencente ao plano, pode se mover para frente, para trás, para a esquerda e para a direita. Mas, não pode se mover para "cima" ou para "baixo" porque estes são conceitos desconhecidos, não fazem parte do seu vocabulário. Ele pode suspeitar da existência de um universo de dimensão três, mas não sabe como atingir a terceira dimensão, pois não tem conhecimento das direções "cima" e "baixo" e como penetrá-las.

Resumindo: para avançar a um universo bidimensional, um ser unidimensional tem que mover-se numa direção perpendicular ao seu universo (V. Fig. 1). Ele não tem a mínima idéia para onde aponta essa direção. Lembremos que não existem os conceitos "esquerda" e "direita" para ele. Da mesma forma, para um ser bidimensional atingir a terceira dimensão, ele precisaria efetuar um movimento perpendicular às dimensões do seu universo. Para onde aponta essa perpendicular ele não tem a mínima idéia, pois, em seu vocabulário não existem as palavras "cima" e "baixo".

Continuando nosso exercício, consideremos um ser tridimensional, um de nós por exemplo. Podemos mover-nos para frente, para trás, para a esquerda, para a direita, para cima e para baixo. Mas, não sabemos como mover-nos na direção da quarta dimensão. Para avançar sobre uma quarta dimensão deveremos ter noção de uma direção perpendicular a todo o nosso mundo físico. Na representação do cubo, essa direção seria perpendicular, ao mesmo tempo, a todas as faces do cubo. Que direção é essa? Não sabemos, não podemos imaginá-la nem defini-la, pois, para isso, precisaríamos de conceitos e palavras que não constam de nosso vocabulário.

Abramos parênteses para lembrar que, após a doutrinação do presidente, não é raro um espírito obsessor arrebatado pelas correntes do Racionalismo Cristão pedir para que lhe mostrem o caminho do seu mundo. Em seu estado de perturbação, ele não tem idéia de como atingir planos superiores, pois deverá se mover em uma direção perpendicular às três dimensões do plano físico. Apenas as Forças do Astral Superior é que detêm esse conhecimento e podem, assim, encaminhá-los. Fechemos parênteses.

Podemos, agora, perguntar: no processo que descrevemos para gerar universos de dimensão maior há algo comum a todos os casos? A resposta é sim e nela está a chave que devemos levar em consideração sempre que estivermos pensando em explorar a quarta dimensão. Essa palavra-chave é "movimento".

No nosso exercício, universos de dimensão superior foram atingidos por meio do movimento de um "ser" do universo de dimensão inferior. Esse movimento foi realizado numa direção perpendicular ao seu universo. Assim, movendo uma reta (de dimensão um) numa direção perpendicular a si mesma, chegamos a um universo de dimensão dois (um plano); movendo o plano numa direção perpendicular a si mesmo, atingimos um universo de dimensão três (o cubo). Isso nos levou a concluir que para atingirmos um universo de dimensão quatro, deveremos mover o cubo numa direção perpendicular a todas as suas faces. Destaquemos, então, a idéia de movimento e perguntemos: O que é que produz um movimento? Já sabemos que a matéria é inerte, portanto, não pode mover-se por si própria. A causa de um movimento, qualquer que seja ele, é sempre uma força nos ensina a Física. É pela ação de uma força, portanto, que se pode levar um objeto de um universo "menor" para outro "maior". E é essa força que aponta para as direções perpendiculares que vimos discutindo. A força tem, portanto, conhecimento dessas direções.

Ação da força em planos astrais

Um ser bidimensional pode interferir num universo unidimensional. De um espaço bidimensional pode-se produzir um fenômeno no espaço unidimensional, mas um ser unidimensional não pode intervir em universos de dimensão maior. Simplesmente, ele não sabe onde está esse universo. Em termos de planos astrais, lembremos que uma força tem conhecimento do que acontece nos planos inferiores ao que pertence, mas, não tem idéia do que ocorre nos planos superiores. Isso nos vem ensinando o Racionalismo Cristão há muito tempo.

Digressões sobre a quarta dimensão

Aprendemos muito quando conseguimos traçar um paralelismo entre o que queremos entender e os conhecimentos que já possuímos. Para tentar entender o que seria um ser quadridimensional, vamos considerar, primeiramente, um universo bidimensional e um ser tridimensional pertencente, portanto, a um plano superior ao de duas dimensões. Essa é uma situação que não nos custa muito entender, como mostraremos a seguir.

A figura 2 mostra um ser bidimensional confinado num cômodo de portas e janelas fechadas, portanto, sem saídas. O cômodo é representado pelo retângulo desenhado com linhas espessas. Ele não pode sair desse ambiente. Contudo, um ser tridimensional pode apanhá-lo, elevá-lo à terceira dimensão e, depois, conduzi-lo de volta para fora do cômodo depositando-o no seu mundo plano. Vamos supor que essa série de ações foi realizada.

Todos aqueles que presenciaram o fenômeno vão ficar admirados com o sucedido. Vão pensar que o indivíduo passou através das paredes! No entanto, o que houve foi simplesmente um deslocamento do indivíduo para uma dimensão superior passando sobre as paredes do cômodo e voltando ao plano de origem, para fora do cômodo. Não houve nenhuma passagem através das paredes mas, sim, uma viagem pela terceira dimensão. Nem o ser que foi transportado para fora do cômodo é capaz de explicar o sucedido, pois sua consciência foi moldada por experiências bidimensionais. Ao ser levado para a terceira dimensão, sua consciência é "desligada". Por formação, ela não tem estrutura para perceber a dimensão extra.



Fig. 2. Passagem "através" de paredes

Dentro desta linha de raciocínio, um ser quadridimensional pode retirar um ser tridimensional de uma sala onde ele está confinado. Basta transportá-lo para a quarta dimensão e depois trazê-lo de volta.

Não vamos nos estender mais sobre esse assunto. Mas, o leitor já dispõe de material suficiente para colocar a sua imaginação em ação. Para quem gosta destas lucubrações, recomendamos os livros Flatland (Abbott), Speculations on the fourth dimension (Rucker, ed.), Geometry, relativity and the fourth dimension. (Rucker) (V. bibliografia).

Para quem não compreende o inglês, há um extenso artigo em português sobre a quarta dimensão que aclara e utiliza muitos dos conceitos desenvolvidos nos textos citados de Abbott e Rucker. Os interessados podem visitar o endereço (maio de 2007):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarta_dimensão

Necessidade de uma dimensão extra

Já sabemos que a força atua sobre a matéria produzindo fenômenos. Uma força pode atuar em seu plano próprio e em planos de dimensões inferiores. Contudo, para realizar alguns fenômenos em determinado plano, a força necessita socorrer-se de dimensões extras.

Para aclarar essa situação, vamos fazer uma pequena experiência.

Tomemos um pedaço de cartão – uma parte de uma embalagem qualquer, de cereais, de bombom, etc. – e desenhemos sobre ele dois triângulos como mostra a Fig. 3A . O tamanho dos triângulos não é importante, mas devem ter os lados de mesmo comprimento, dois a dois. Escolha um tamanho que seja confortável para desenhar e recortar.

Recortemos a figura 3A para obter os dois triângulos mostrados na Fig. 3B.


Fig. 3. Recortando triângulos

Agora, deslizando um dos triângulos sobre a superfície da mesa, tentemos colocá-lo sobre o outro fazendo com que coincidam. Por mais que nos esforcemos, não vamos conseguir.

Se o fenômeno que queremos produzir é justamente o de fazer os dois triângulos coincidirem, nunca conseguiremos nosso objetivo, se nos ativermos à superfície da mesa. Contudo, socorrendo-nos de uma dimensão extra poderemos executar a tarefa.

Façamos o seguinte: elevemos um dos triângulos acima da superfície da mesa e giremo-lo no espaço de modo que a face que estava embaixo fique virada para cima. A figura 4 mostra os dois triângulos: o que ficou sobre a mesa (vermelho) e o que levantamos da mesa e giramos (mostrado em azul para indicar que estamos vendo a parte de baixo dele).



Fig. 4. Sobrepondo triângulos

Agora retornemos o triângulo (azul) sobre a mesa. É imediato ver que agora já é possível deslizar um triângulo sobre o outro de forma a coincidirem.

Moral da história: para poder executar nossa tarefa, tivemos que levar um triângulo da superfície da mesa (um espaço bidimensional) para a terceira dimensão e, nesse plano superior, girá-lo antes de devolvê-lo ao plano inferior.

Este exemplo simples ilustra o fato já mencionado de que certos fenômenos num determinado plano somente podem ser realizados por forças atuando em planos de dimensões superiores.

Como as Forças Superiores têm acesso a dimensões superiores a três, elas são capazes de produzir fenômenos no plano físico que são impossíveis com os recursos do mundo físico.

Vamos abrir parênteses para fazer uma observação. Os dois triângulos da Fig. 3 não são idênticos, como aparentam ser. Eles diferem por um atributo chamado quiralidade. É possível que a realidade física da quiralidade tenha sido descoberta no estudo de moléculas de açúcar. Dois objetos semelhantes, mas de quiralidade diferente são, de fato, imagens especulares um do outro. Fechemos parênteses.

Conclusão

O universo tem muitas dimensões. Não sabemos quantas. Em três delas está organizado o plano físico, onde se situam todos os corpos que podemos detectar com nossos órgãos e com os instrumentos de observação.

Em seu processo de evolução, as forças atuam sobre a matéria pertencente ao mundo próprio delas para produzir fenômenos. Em cada um desses mundos, a matéria tem uma densidade diferente, sendo cada vez menos densa quando se avança aos planos superiores.

A matéria própria do plano físico foi estruturada e organizada por forças atuando em matéria fluídica, que permeia todo o universo.

Os pensamentos produzem ondas de freqüências variadas. Conforme a qualidade do pensamento, essas ondas ficarão retidas e confinadas no plano físico, ou poderão atingir planos astrais superiores.

O espírito encarnado é uma força que atua sobre o corpo astral, formado de matéria própria do mundo a que ele pertence. Por meio do corpo astral, o espírito atua sobre seu corpo físico.

Temos bastante conhecimento do que sejam e como são produzidos os fenômenos físicos, mas, não temos idéia da natureza dos fenômenos que ocorrem em planos superiores. Esse conhecimento estará ao nosso alcance nos mundos de escolaridade superiores ao mundo-escola Terra.

A natureza dos fenômenos que a força pode produzir depende do número de dimensões do mundo astral em que a força opera. Para aprender a produzir fenômenos de ordem elevada, as forças passam por mundos de escolaridade apropriados.

Bibliografia

[1] Aguilera, Valdir. Força e matéria. Gazeta do Racionalismo Cristão.
http://racionalismocristao.org/gazeta/diversos/fisica-moderna-3.html

[2] Aguilera, Valdir. As vibrações da força. Gazeta do Racionalismo Cristão.
http://racionalismocristao.org/gazeta/diversos/as-vibracoes-da-forca.html

[3] RACIONALISMO CRISTÃO, 43ª ed., "O Espaço".

[4] Aguilera, Valdir. O espaço, o tempo e o espaço-tempo. Gazeta do Racionalismo Cristão.
http://racionalismocristao.org/gazeta/diversos/fisica-moderna-4.html

[5] Abbott, Edwin A., Flatland, Dover, NY. 1952.
Disponível em www.valdiraguilera.net/biblioteca.html

[6] Speculations on the fourth dimension, selected writings of Charles H. Hinton, ed. Rucker, Rudolf v. B. Dover, NY. 1980.

[7] Rucker, Rudolf v. B., Geometry, relativity and the fourth dimension. Dover, NY. 1977.

 

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