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Pensamento e livre-arbítrio

Gilnei Castro Müller

A força do pensamento é uma das maiores armas que os espíritos possuem, tanto os encarnados como os já desencarnados, e essa poderosa força pode ser usada de duas maneiras, para o bem ou para o mal, para o progresso ou para o atraso espiritual, dependendo apenas da forma como é empregada.

Ela será usada para o bem quando o espírito já possui o seu livre-arbítrio plenamente lúcido e esclarecido e assim procura vibrar e direcionar os seus pensamentos para o bem, para o progresso, para a evolução espiritual propriamente de si e daqueles com quem convive na trajetória terrena deste mundo-escola que é o planeta Terra em que habitamos transitoriamente.

Por outro lado, essa força estará sendo usada para o mal quando o espírito não possui conhecimentos a respeito da vida espiritual e da sua própria constituição como Força e Matéria, desconhece por completo a existência das sábias Leis Espirituais, vive por viver, ao léu, sem um rumo em sua vida e assim vibra e direciona os seus pensamentos para o mal, para o atraso, prejudicando-se a si e aos seus semelhantes que porventura mantenha algum tipo de contato ou convívio. Os espíritos desencarnados usam intensamente essa força, pois é a única forma da qual dispõem para tentar manter contato por via da intuição, com os ainda encarnados de posse de um corpo físico ou com os que se encontram em situação idêntica a sua.

O nosso pensamento é uma força saturada de poder, mas para que possa ser empregada em toda a sua plenitude para o progresso espiritual dos seres humanos é necessário que cada vez mais os espíritos encarnados procurem estudar e se conhecer intimamente como força espiritual que são e, ao mesmo tempo, procurem empregar corretamente esta poderosa força somente para o bem, compreendendo também o valor do livre-arbítrio individual.

A força do pensamento e o livre-arbítrio individual estão interligados constantemente, pois o conhecimento pleno de ambos oportunizará ao espírito vibrar e direcionar o seu pensamento sempre para o bem e conseqüentemente para o seu progresso espiritual. O livre-arbítrio como uma importante faculdade do espírito, assim como as demais, deve ser aperfeiçoada e ampliada pela força de vontade latente em cada criatura humana de ambos os sexos.

Portanto, pode-se afirmar que o emprego da força do pensamento aliado ao livre-arbítrio e aos demais atributos positivos direcionados para o bem, permitirá ao espírito encarnado viver condignamente as duas vidas, a material e a espiritual, de forma harmônica e conseguindo vencer as dificuldades e vicissitudes que a vida terrena lhe impõe e alcançar uma relativa felicidade íntima durante o transcurso da sua trajetória evolutiva, especialmente durante a sua vida física entre os demais companheiros de jornada terrena.

Publicado no Diário de Santa Maria de 18 de abril de 2007

 

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