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Introdução ao estudo da base científica do Racionalismo Cristão:
Força e Matéria

José Gonzalo Villaverde Couto

Resumo

Este trabalho visa a mostrar aos Militantes do Racionalismo Cristão, principalmente àqueles que têm a responsabilidade de doutrinar, uma visão resumida e simples sobre os conceitos básicos de Força e Matéria, a fim de que possam enriquecer seus conhecimentos sobre a ciência materialista e espiritualista.

Evidentemente que este trabalho também é direcionado à nossa querida assistência, principalmente aos mais jovens, para que a Doutrina possa cada vez mais ter a sua base científica implementada.

Inicialmente é apresentada uma visão resumida conceitual sobre Matéria: matéria inorgânica (átomos), orgânica (células) e cósmica (partículas e subpartículas da matéria inorgânica), de uma forma simples e de fácil entendimento, independente do grau de instrução do leitor.

O trabalho discute os prováveis mecanismos envolvidos nas transformações da matéria cósmica, em matéria elementar condensada, ou átomo, e esta em moléculas. Discute também a transformação da matéria cósmica em matéria dilatada em proporções extremas, que é a matéria existente em um corpo astral. Todas estas transformações sob a ação direta da Força.

Para isto, houve necessidade de discutir a definição de Força com mais profundidade, envolvendo o provável modelo de sua rede fluídica espacial, para justamente facilitar o entendimento do leitor nos mecanismos de transformação que ocorrem no espaço-tempo da interação da Força com a Matéria cósmica.

O autor defende a base científica do Racionalismo Cristão codificado por Luiz de Mattos em 1912, referente ao mecanismo de transformação da matéria cósmica em matéria dilatada em proporções extremas "éter", bem como sua existência e o pilar da base científica "Força e Matéria" apoiado nos conceitos da Física moderna, através da teoria das supercordas do físico norte-americano Dr. Brian Greene.

Discute o tecido da matéria do corpo astral e suas interfaces com o corpo mental e corpo físico, propondo mecanismos básicos de transformação dessa matéria pela emissão de um mau ou bom pensamento. Da mesma forma, o conceito de interação entre Força e a superfície deste tecido de Matéria extremamente diáfana, também é suportada pela teoria das supercordas e finaliza o trabalho com uma discussão resumida sobre matéria fluídica.

1 - Introdução

É importante que as criaturas que possuem um grau de instrução fundamental se esforcem para tomar conhecimento do estado atual da ciência de uma forma simples, sem necessidade de procurar entender os mecanismos químicos e ou físicos envolvidos nas explicações aqui descritas; apenas tomem conhecimento objetivando aumentar o esclarecimento espiritual, que é um dos objetivos deste trabalho.

Torna-se importante esclarecer também, que da mesma forma que é difícil para os leitores entenderem certos temas aqui discutidos, também é difícil para o autor escrever e propor tais mecanismos, uma vez que sabemos muito bem que estes mecanismos de transformação de Matéria pela Força ocorrem no espaço-tempo do micro cosmos, ou do estado invisível, ou do estado atomístico e que somente com a evolução do nosso espírito é que poderemos compreender melhor estes mecanismos.

Como sabemos, foi em 1910 que Luiz de Mattos fundou o Racionalismo Cristão, em Santos, Brasil. Em 21/06/1912 codificou os pilares da base científica da Doutrina, por ocasião da solenidade de inauguração do prédio da Filial Berço, em Santos, durante seu monumental discurso. Entre esses pilares podemos citar:
"No Universo seja ele no estado microcosmos (estado invisível) ou macrocosmos (estado visível) tudo é constituído de Força e Matéria"; "A Força é o elemento transformador da Matéria"; "A Vida nada mais é do que a transformação constante da matéria"; "O Mecanismo de interação entre Força e Matéria é um tema muito relevante para que a ciência materialista possa descortinar a verdade sobre a vida fora da matéria"; "É pois da Força e da Matéria cósmica que deve partir a ciência para chegar a verdade"; "A Matéria não é outra coisa se não a matéria cósmica modificada"; etc..

2 - Matéria

2.1 - Matéria inorgânica

São os átomos devidamente conhecidos pela ciência de hoje. São mais de 100 elementos químicos puros, existentes no nosso Planeta, devidamente catalogados com informações físicas, químicas, físico-químicas, elétricas, magnéticas etc.., sendo na verdade a base científica de hoje. Apenas para informação básica científica, o modelo atomístico de hoje, descrito de uma forma bastante elementar, seria composto de um núcleo de carga positiva onde, neste núcleo, existem partículas em perfeito equilíbrio como prótons, nêutrons e várias outras subpartículas atômicas entre elas os quarks, conforme Fig. 1 abaixo, extraída da bibliografia clássica, eletrônica, do modelo básico do átomo.


Fig. 1


O átomo assim definido mostra seu núcleo no centro da figura e a nuvem eletrônica à sua volta com alguns orbitais e alguns elétrons em movimento de translação em altíssima velocidade. Este modelo básico do átomo, como sendo partícula, é o que melhor se aplica para o entendimento da matéria condensada (sólida, líquida ou gasosa) existente no nosso planeta, sistema solar e galáxias que compõem o universo.

O átomo encontra-se em perfeito estado de equilíbrio, devido à ação das forças naturais existentes em toda a sua estrutura, desde a mais ínfima subpartícula atômica coesa no seu núcleo até seu último elétron que gira com movimentos de translação e rotação na sua órbita eletrônica sob ação de micro forças de coesão (fortes no núcleo do átomo e fracas ou afinidade na nuvem eletrônica), bem como forças de atração, entre o núcleo e a nuvem eletrônica e forças elétrica, magnética e outras.

Dentro da matéria inorgânica temos que destacar a formação das moléculas, como por exemplo: molécula de oxigênio (O2), nitrogênio (N2), hidrogênio (H2), gás carbônico (CO2), água (H2O), que são vitais para a vida no planeta Terra. Da mesma forma a ciência de hoje domina todas as informações tecnológicas bem como conhece perfeitamente, todos os mecanismos envolvidos, a nível atomístico, na formação de moléculas, óxidos, sais etc..

A definição de molécula seria, então, a menor porção de uma substância que ainda conserva as características e propriedades dessa substância.

A matéria inorgânica condensada existe em três estados da natureza: estado sólido, composto de átomos aglomerados (pedras, cristais, óxidos, metais etc.); estado líquido (por exemplo, molécula de água) composta de dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio (H2O) devidamente em equilíbrio, e estado gasoso (por exemplo o ar que respiramos) composto de gases, que são moléculas de nitrogênio, oxigênio, gás carbônico e ainda de alguns átomos nobres como argônio, neônio, conhecidos como gases nobres etc..

Importante destacar na matéria inorgânica condensada a enorme quantidade de átomos que existem em pequeníssimas quantidades dessa matéria, seja ela no estado sólido, líquido ou gasoso. Por exemplo, no estado gasoso, que é o estado mais diáfano, em apenas 32 gramas de oxigênio, que é o gás que respiramos, há cerca de trilhões e trilhões de átomos desse elemento. Na ciência de hoje, é através do Número de Avogadro que se expressa o valor exato.

Vale a pena registrar aqui que a matéria condensada inorgânica, átomos, é na verdade originária da matéria cósmica ou fluido astral ou matéria cósmica universal, conforme já codificado por Luiz de Mattos em 1912.

2.2 - Matéria orgânica

São as células. As células são as responsáveis pela formação do nosso corpo físico, como um todo. Da mesma forma, a ciência de hoje não só manuseia como clona células. É uma verdadeira explosão científica nos dias de hoje (2006). As células estão divididas em dois grandes grupos: vegetal e animal.

Da mesma forma, torna-se importante dizer que a matéria orgânica é oriunda da matéria inorgânica (elementos químicos, átomos de oxigênio, hidrogênio, carbono etc.), que quando devidamente combinados com moléculas, ácidos etc., formam compostos químicos como sais, os quais, estes com certeza, já são estruturas bem mais complexas que uma simples molécula, mas existem moléculas que são formadas por centenas ou até mesmo milhares de átomos, como é o caso das proteínas. Notem então, os caros Leitores, a complexidade da matéria orgânica.

A célula sendo a menor unidade estrutural básica do ser vivo, foi descoberta em 1667 pelo inglês Robert Hooke. Pouco depois, comprovou-se que todas as células de um mesmo organismo têm o mesmo número de cromossomos. Este número é característico de cada espécie animal ou vegetal e responsável pela transmissão dos caracteres hereditários. O corpo humano tem cerca de 100 trilhões de células, diz a literatura clássica.

No nosso corpo físico cada célula é uma verdadeira indústria química. Ela recebe através da corrente sangüínea, duas substâncias básicas, que são a verdadeira matéria prima dessa indústria. Uma é a glicose, que provém do açúcar que está presente na maioria dos alimentos, e a outra é simplesmente o oxigênio, que está presente no ar que respiramos. A célula então, através de seus mecanismos internos recebe no espaço-tempo atomístico estas duas substâncias e as transforma em ENERGIA para o funcionamento total do nosso corpo físico, que é na verdade uma máquina maravilhosa.

2.3 - Matéria cósmica ou fluido cósmico universal ou fluido astral

Luiz de Mattos em 1912 codificou que: "A matéria não é outra coisa se não o fluido cósmico universal, cujas inumeráveis modificações constituem a imensa variedade de corpos da natureza. Condensado a um certo grau ele pode formar os metais..." que como sabemos estes são constituídos de átomos.

A matéria cósmica, ou fluido cósmico universal, é composta de todas as partículas e subpartículas naturais, organizadas, que compõem a estrutura de um átomo, como por exemplo: prótons, nêutrons, elétrons, bem como das inúmeras subpartículas atômicas existentes, entre elas os quarks e outras novas partículas ou subpartículas hoje propostas pela Física moderna como sendo ínfimas partículas subatômicas.


Estas partículas e subpartículas compõem um tipo de tecido de rede de matéria cósmica, extremamente diáfana, cuja célula elementar pode ser em forma cúbica, hexagonal ou outra forma geométrica. A rede se propaga em todas as dimensões existentes no universo, preenchendo todos os espaços vazios entre os bilhões e bilhões de galáxias que existem no universo em contínua expansão natural.

Racionalmente então, o tecido da rede de matéria cósmica assim visualizada, no espaço, deve de ser muito diáfana e elástica justamente, entre outras, para acompanhar a expansão constante do universo, variando constantemente o dimensional das células elementares da rede, as quais possuem nos seus cruzamentos ou nós, a essência da matéria organizada na forma original de partículas e subpartículas atômicas.

Este modelo espacial do tecido da rede de matéria cósmica está baseada na ciência dos materiais onde a matéria condensada no estado sólido de cristais ou metais puros e suas ligas são representados por redes cristalinas cúbicas ou hexagonais, que são justamente as células elementares da rede e estas possuem nos seus vértices átomos específicos do elemento químico constituído e, da mesma forma, a rede cristalina se expande no espaço tridimensional do material sólido.

Para simplificar a visualização das inúmeras deformações que são constantemente produzidas no tecido da rede de matéria cósmica, vejamos por exemplo o que deve acontecer na região do universo situada apenas no espaço limitado do nosso humilde sistema solar. Neste caso a deformação na rede é produzida pelos movimentos de translação e rotação de todos os corpos celestes, planetas, luas, asteróides etc., localizados no seio do tecido dessa rede de matéria cósmica.

A imensa turbulência vibratória é transmitida, imediatamente, da região da interface da rede com o corpo celeste, para toda a estrutura dimensional da mesma, como se fossem finíssimas ondas, causando uma freqüência vibratória elástica constante com a conseqüente deformação no dimensional das células fundamentais no tecido da rede em todas as dimensões que existem no universo, sendo a intensidade de deformação mais intensa na região do tecido da rede próxima a superfície dos corpos celestes.

2.3.1 - Transformação da matéria cósmica pela ação natural da Força em matéria condensada organizada (átomos)

Neste estágio, torna-se necessário fazer uma introdução e discussão da Força, para melhor entender este e os próximos mecanismos de transformação da matéria cósmica.

Dr. Pinheiro Guedes, no seu livro clássico Ciência espírita define a Força como sendo a síncrese de todas as forças que operam no universo; agem e criam; ela é a suma potencial, – a síntese das criações originais do amor eterno, infinito, absoluto – Deus (Grande Foco)".

Sendo a Força o elemento natural transformador da matéria, é racional concluir que a Força não só habita o mesmo espaço-tempo da matéria cósmica, como conhece e domina toda a tecnologia envolvida na elaboração de um simples átomo, promovendo desta forma o arranjo de partículas e subpartículas atômicas transformando-a em matéria condensada, segundo um processo natural similar a um processo de engenharia, sendo este processo totalmente definido e executado nesse específico espaço-tempo.

Hoje, 2006, com a explosão da Física moderna principalmente da teoria das supercordas, como veremos posteriormente, é possível suportar que a Força também habita os espaços vazios existentes entre as partículas e as subpartículas que constituem o átomo, tanto no seu núcleo quanto na sua nuvem eletrônica. Sendo a Força, na verdade, a responsável pelo somatório da ação de todas as forças envolvidas na estrutura atomística convencional de um átomo.

Este mecanismo natural de reorganização estrutural das partículas e subpartículas pela ação da Força a qual possui todos os atributos das forças naturais de coesão forte e fraca atuando nas partículas e subpartículas, que constituem o núcleo e a nuvem eletrônica de um átomo, bem como das forças de atração entre o núcleo e a nuvem eletrônica, acrescido ainda das forças eletromagnéticas, devido ao movimento constante de translação e rotação dos elétrons, é que a Força inicia seu estado evolutivo na formação e controle total da estrutura de um átomo.

O grau de evolução da Força na formação e controle da matéria condensada organizada vai crescendo proporcionalmente ao número de partículas e subpartículas atômicas que constituem o núcleo e a sua nuvem eletrônica de mais de uma centena de átomos, devidamente conhecidos e catalogados pela ciência. A partir deste estágio, a partícula inteligente universal, Força, passa para um estágio superior a formação de moléculas, óxidos, compostos químicos, matéria orgânica, micro organismos etc....

Somos levados a crer que a partícula inteligente universal, Força, também é transportada no seio do universo através de um tecido, na forma de rede fluídica ondulatória, muito similar ao tecido de uma rede fluídica de uma onda emitida por um pensamento, estabelecendo-se uma ponte fluídica, constante, entre a Força Criadora e as partículas de inteligência universal, Força, para que as mesmas possam, então, operar a transformação da Matéria cósmica em Matéria organizada dentro de seus específicos espaços-tempo.

Na rede fluídica não existe matéria de hipótese alguma daí ela ser imensuravelmente diáfana, similar a ponte do tecido de rede fluídica estabelecido entre o plano físico Terra a Terra e o plano físico Espiritual Superior, durante a realização de nossos trabalhos, através da qual é transportado o tecido de corrente fluídica Espiritual Superior com velocidades superiores a velocidade da luz.

É através do encontro entre as redes da Força e da Matéria cósmica que ocorre o mecanismo de interação entre Força e Matéria que Luiz de Mattos afirmou como sendo o tema mais relevante, cientificamente falando, para que a ciência materialista pudesse descortinar a verdade sobre a vida fora da matéria, isto é, a verdade sobre o elemento material (Matéria) e o elemento espiritual (Força). Notem então, caros leitores, a complexidade deste tema.

Este processo de transformação é incessante em todo o espaço-tempo e em todas as dimensões existentes no universo. Luiz de Mattos sabia perfeitamente da importância deste mecanismo de interação entre Força e Matéria para justificar as diversas transformações obtidas da Matéria cósmica.

Apenas como exemplo de matéria condensada, o elemento fundamental hidrogênio é formado por um núcleo atômico, constituído de um único próton (carga positiva) e envolvido por uma nuvem eletrônica, de um só orbital, concêntrica ao seu próprio núcleo contendo apenas um elétron (carga negativa), sendo por isto o elemento mais simples de ser transformado, pela ação da Força, na sua escala natural evolutiva. Cabe salientar que o hidrogênio é o elemento químico mais abundante em todo universo, sendo a matéria prima ou combustível nuclear das estrelas que habitam os bilhões e bilhões de galáxias no universo.

Após estes esclarecimentos da atuação da Força no estado do microcosmos ou estado invisível, podemos agora, da mesma forma, transportar este conceito de Força para a síntese ou o somatório de todas as forças que operam no estado macro ou no mundo visível, seja no nosso planeta, nos sistemas solares, nas galáxias, em todo universo, denominada Força Criadora.

Recentemente os astrônomos têm constatado a existência de "matéria escura" no universo, a qual a ciência de hoje sabe perfeitamente a localização precisa em uma dada galáxia e, que esta matéria contém enormes quantidades de hidrogênio na sua forma fundamental, porém não é visível ao olho humano, sendo por esta razão denominada de "matéria escura".

Este fato científico fortalece a base científica da Doutrina uma vez que a formação da matéria escura, nada mais é do que o resultado da interação da Força com a Matéria cósmica, na criação da matéria condensada, hidrogênio, para daqui a alguns milhares ou milhões de anos, possa então surgir o nascimento de uma estrela com a explosão posterior de uma supernova em uma dada galáxia. Evidentemente que a ordem de nascimento das supernovas bem como sua freqüência de nascimento, obedecem às Leis naturais do universo através da ação da Força Criadora.

Percebam também o trabalho incessante da Força Criadora, por exemplo na nossa Galáxia (Via-láctea) onde existem bilhões e bilhões de estrelas somente no Núcleo Galáctico de cores azuladas, estrelas jovens, ainda ricas em combustível hidrogênio e outras avermelhadas que seriam estrelas velhas, sob a luz do hélio ionizado, onde ocorrem continuamente, as reações nucleares de transformação do hidrogênio em hélio, gerando imensa energia, radial, e calor para as regiões próximas as estrelas. É uma transformação constante da matéria fundamental, criando inúmeras formas de vida.

2.3.2 - Transformação da matéria condensada organizada na forma de átomos em moléculas

A justificativa científica da transformação da matéria condensada elementar, átomos em moléculas, pode ser resumida da seguinte forma:

A Força é a responsável direta pelo mecanismo de formação ou criação de novos orbitais entre as nuvens eletrônicas de átomos iguais ou diferentes, devido simplesmente, aos mecanismos clássicos de fusão ou compartilhamento de orbitais, formando evidentemente novos orbitais que podem ser compartilhados ou fundidos os quais vão criar novas moléculas, óxidos, compostos químicos etc., e até novas modalidades de vida, dentro principalmente do universo das novas moléculas assim criadas.

Este mecanismo de interação entre Força e Matéria ocorre entre os últimos níveis ou subníveis dos orbitais pertencentes às nuvens eletrônicas características de cada átomo, que a ciência explica como sendo "afinidade", criando justamente novos orbitais moleculares de altíssima estabilidade de vibração atomística conferindo um enorme equilíbrio à molécula assim formada.

Um dos pilares da base científica do racionalismo Cristão "A Vida nada mais é do que a transformação constante da matéria", fica aqui caracterizada nos exemplos da interação entre Força e Matéria condensada, onde podemos citar uma enorme gama de moléculas importantes na nossa vida física, criadas pela Força: molécula de O2 (oxigênio), CO2 (gás carbônico), N2 (nitrogênio) e principalmente H2O (molécula de água) etc., sem as quais, certamente, não poderia haver vida vegetal ou animal neste planeta.

Comparem agora, procurando vislumbrar mentalmente, um tecido de matéria condensada, semelhante ao tecido de matéria cósmica, porém contendo agora matéria inorgânica condensada em seus nós. Por exemplo, se examinarmos o tecido de rede de matéria condensada do ar que respiramos, esta deverá possuir em cada nó, da célula fundamental da rede, moléculas de nitrogênio, em cerca de 70% dos nós e moléculas de oxigênio em cerca de 20%. Os demais nós restantes seriam ocupados por outros átomos, conhecidos como gases nobres etc..

Se o ar que respiramos pudesse assim ser visualizado, poderíamos constatar como é denso em termos de matéria, uma vez que as moléculas são compostas de átomos e, como dito anteriormente, em apenas algumas dezenas de gramas de oxigênio há cerca de trilhões e trilhões de átomos deste elemento. Mas mesmo assim, aos nossos olhos, este tecido de matéria condensada é invisível.

O leitor pode, agora, melhor entender o problema real, vivido recentemente pelos astronautas do último ônibus espacial, agosto 2005, quando do retorno a Terra onde o receio da Nasa era o encontro entre a fuselagem do ônibus espacial, em altíssima velocidade, com a atmosfera terrestre devido ao intenso atrito entre a rede de matéria condensada, mesmo sendo gasosa chocando-se com a fuselagem. Havendo mau tempo, então, o problema seria seriamente agravado pois ocorreria um incremento de matéria proveniente das moléculas de água presentes nas nuvens, que se somariam as moléculas de ar já existentes na atmosfera, o que aumentaria significativamente a sua densidade.

2.3.3 - Transformação da matéria cósmica pela ação da Força em Matéria dilatada em proporções extremas

Vejamos novamente o que Luiz de Mattos já tinha codificado sobre este tema: "A matéria não é outra coisa se não o fluido cósmico universal, cujas inumeráveis modificações constituem a imensa variedade de corpos da natureza...quando dilatado em proporções extremas ele se chama éter e este é tão leve que uma coluna desse fluido com largura da Terra e com altura da distância ao Sol, não pesaria tanto quanto um centímetro cúbico de ar respirável".

Os físicos Michelson e Morley em 1887 tentaram mostrar a existência do éter através de experiências que pudessem obter diferentes valores da velocidade da luz em relação a diferentes pontos do planeta Terra em relação a sua órbita, o que não foi conseguido. Posteriormente Einstein com a Teoria da Relatividade mostrou que era necessário abandonar a idéia clássica do tempo absoluto e assim, não haveria necessidade da utilização do meio éter para explicar a velocidade da luz nas equações de Maxwell, conforme esclarecem os físicos Hawking e Mlodinow. Desta forma, caros leitores, a existência do éter ainda não está descartada na Ciência moderna.

O éter dentro do conceito espiritualista é na verdade um dos pilares da base científica do Racionalismo Cristão, e é também encontrado não só na constituição do corpo astral como sendo matéria quintessenciada, duplo-etéreo ou mesmo matéria fluídica, como também entre os espaços vazios seja do núcleo ou da nuvem eletrônica de um átomo. Este é um dos grandes diferenciais entre os conceitos da ciência materialista e ciência espiritualista.

Hoje, 2006, este pilar da base científica do Racionalismo Cristão pode ser perfeitamente suportado cientificamente nos ombros da teoria das supercordas, na qual traz um fato científico novo, afirmando que existe algo menor e mais fundamental no núcleo de um átomo. Isto é: "Dentro dos quarks, da mais ínfima partícula subatômica, existe um filamento de energia que vibra como as cordas de um violino....." Esta teoria é defendida por Brian Greene (Doutor em Física pela Universidade de Oxford)

Apoiados então nesta teoria da Física moderna, no tecido da matéria cósmica existem na sua constituição não só as partículas e subpartículas convencionais do átomo, mas também as mais ínfimas partículas subatômicas, as quais após sucessivas dilatações no tecido dessa matéria pela ação da Força, chega-se ao tecido da matéria dilatada em proporções extremas (éter), definição de Luiz de Mattos, ou chega-se aos (filamentos de energia), definição de Brian Greene. Notem os leitores a relação natural entre Força e Matéria que ocorre no âmago do núcleo do átomo e mais que isto, esta teoria tem a esperança de harmonizar as teorias da Física clássica do micro e macro existentes.

3 - Interfaces da rede do corpo astral

Inicialmente é importante destacar que nós, criaturas encarnadas, possuímos, de acordo com a bibliografia clássica do Racionalismo Cristão, três corpos: Um corpo físico, constituído de matéria orgânica, sendo uma máquina maravilhosa, um corpo astral que é formado de matéria extremamente dilatada, material, proporcional ao mundo evolutivo do seu espírito, e um corpo mental que é justamente a Força ou espírito.

O corpo mental está localizado no lado externo e esquerdo do corpo físico, e este está ligado ao corpo astral através de uma interface denominada "duplo-etéreo ou cordões fluídicos" e o corpo astral, por sua vez está ligado ao corpo físico através de outra interface denominada "matéria quintessenciada". Estas duas interfaces pertencem ao tecido da rede de matéria extremamente dilatada ou expandida do corpo astral, assim definidas:

"Duplo-etéreo ou cordões fluídicos" é a interface que liga o corpo mental ou Força ao corpo astral através de uma rede constituída por filamentos de energia, proveniente da mais ínfima partícula subatômica (teoria das supercordas), a qual vibra incessantemente como se fossem finíssimas cordas de violino, transferindo todas as informações para a unidade de comando central que é o corpo mental, Força ou espírito.

"Matéria quintessenciada" é a interface que liga o corpo astral ao corpo físico através de uma rede ou tecido, extremamente dilatada ao máximo, contendo na sua malha as mais ínfimas partículas subatômicas do átomo (teoria das supercordas), conferindo uma extrema leveza a esta rede de matéria assim constituída.

Na constituição da matéria quintessenciada ocorre uma mudança gradual e tênue na densidade da rede. Por exemplo, na extremidade que se liga ao corpo astral externa ao corpo físico, esta é puramente quintessenciada, isto é, dilatada ao máximo extremo para obter um tipo de matéria muito similar ao de uma fita magnética ultra sensível, sendo necessário que as ínfimas partículas que constituem esta rede conduzam pulsos elétricos para facilitar as propriedades magnéticas da rede e a troca de informações.

Na parte que se liga a extremidade da matéria orgânica do corpo físico, o tecido desta rede fluídica do corpo astral vai se modificando gradualmente muito tênue no sentido de incrementar a densidade das partículas e subpartículas atômicas, justamente para facilitar os laços de ligação do corpo astral com o corpo físico.

Posteriormente, com a parada da máquina orgânica, ou corpo físico, o corpo mental continua ligado ao corpo astral através da interface do duplo-etéreo ou cordões fluídicos, anexo a interface da matéria quintessenciada, onde estão registradas todas as emoções e pensamentos da criatura quando em vida física, imprimindo, desta forma, uma característica individual ao corpo mental.

É ainda na interface do duplo-etéreo que ocorre nos instrumentos mediúnicos a possibilidade de expor na mesa de trabalho um dado reflexo de um outro corpo mental, devido a facilidade expansiva ou relaxamento, dimensional, da finíssima rede das interfaces do corpo astral, fazendo com que outro corpo mental, vibrando numa freqüência muito parecida com a do médium ou instrumento, possa então, assumir apenas os órgãos responsáveis pela fala e então expressar seu reflexo.

Notem a enorme disciplina que existe no espaço-tempo do plano físico espiritual do Astral Superior do Racionalismo Cristão, no sentido de proteger o médium tanto no início da comunicação, expondo-o apenas aos órgãos responsáveis pela fala, quanto após a comunicação, quando é feita uma limpeza no tecido da rede do corpo astral, restaurando no médium o seu equilíbrio psíquico original.

4 - Transformação de Matéria na superfície de um tecido de uma rede de um dado Corpo Astral através da emissão de um Pensamento

Torna-se imperioso, para os estudiosos da Física, que para melhor entender os mecanismos de transformação de matéria pela ação do pensamento, sejam utilizados os conceitos básicos da Teoria Quântica onde os elétrons assim como todas as partículas subatômicas estão sujeitas a comportarem-se como ONDAS.

Neste caso podemos agora visualizar com mais facilidade o tecido de uma rede fluídica emitida por um pensamento, muito similar ao tecido da rede fluídica da Força, como evidentemente não poderia ser de outra forma.

Assim, o modelo atomístico, representativo da estrutura de um átomo, como anteriormente descrito na Fig. 1, toma agora outra forma mais complexa. Isto é, o modelo atomístico segundo a Teoria Quântica, que não vamos tecer mais comentários para não alongar e não complicar o tema.

Da Física clássica sabemos que as ondas mecânicas são ondas produzidas por uma perturbação num meio material como, por exemplo: uma onda na água, a vibração de uma corda de violão, a voz de uma pessoa. Por outro lado, as ondas eletromagnéticas são produzidas por variação de um campo elétrico e um campo magnético, tais como as ondas de rádio, de televisão, as microondas e outras mais.

Sabemos também que o pensamento pode ser fisicamente representado também como uma onda, desta forma vai nos facilitar o entendimento dos mecanismos de transformação de Matéria. Para melhor entender o modelo de uma onda emitida ou recebida por um pensamento, vejamos, primeiramente, como se comporta uma onda sonora clássica emitida no tecido da rede do meio ar que respiramos para o tecido do espaço ou cosmos.

Diz a teoria ondulatória, que o som da voz de uma pessoa se propaga no espaço em todas as direções, afastando-se da fonte, como indicado na Fig. 2 abaixo.



Fig.2


O som, transmitindo-se no ar, produz compressões e rarefações. De acordo com a seqüência e intensidade sonora emitida pela pessoa, podemos ter camadas de ar mais comprimidas ou menos comprimidas, conforme está representado na Fig. 3 abaixo regiões claras e regiões escuras.
As regiões escuras, nas duas figuras 2 e 3, também extraídas da bibliografia clássica eletrônica ondulatória, referem-se às camadas da onda, onde o ar se encontra comprimido, enquanto que as regiões claras referem-se as camadas de ar, das ondas, rarefeitas.



Fig.3




Seguindo estes conceitos clássicos da teoria ondulatória simples, podemos transportar estes conceitos de propagação de uma onda sonora para uma onda emitida por um pensamento, onde teremos da mesma forma, o mesmo modelo físico das regiões de compressão e expansão de uma onda gerada por um pensamento, propagada no meio ar convencional (ou no Fluido Astral ou Matéria Cósmica Universal)

De acordo com a bibliografia clássica do Racionalismo Cristão sabemos que "pensar" é raciocinar, é criar imagens, conceber idéias, construir para o presente e o futuro. Sabemos também que o espírito imprime no pensamento a própria força de que é dotado. Como o som e a luz, da mesma forma o pensamento faz todo seu percurso em "ondas vibratórias", que ficam registradas no oceano infinito da matéria substancial de que é provido o Universo.

Por outro lado sabemos também, da bibliografia clássica do Racionalismo Cristão, que os pensamentos ficam ligados à sua fonte de origem enquanto permanecer o sentimento que os gerou, podendo gerar correntes, além de doentias, fortemente avassaladoras, principalmente para o espírito emissor do mal pensamento.

Após estes esclarecimentos básicos, podemos estabelecer um comparativo entre a física ondulatória clássica e a física ondulatória da emissão de um pensamento.

4.1 - Discussão do mecanismo, provável, da emissão de um mau pensamento:

Leva a crer então que o mau pensamento deverá emitir uma onda bem definida, caracterizada por regiões fortemente compressivas, cuja intensidade será proporcional à força que é dotado o espírito emissor, bem como ao tempo de permanência desse pensamento.

O espírito emissor do mau pensamento, então, recebe conforme a lei natural do retorno um somatório ou rede de energia negativa, na forma de uma intensa rede fluídica vibratória, compressiva e ondulatória que inicialmente atinge a superfície da interface do seu corpo astral, matéria quintessenciada.

No primeiro instante do contato direto, impacto entre a rede de energia negativa e a superfície finíssima da interface do corpo astral, causa inicialmente uma forte alteração na freqüência, na intensidade vibratória e no tecido rede original, sendo imediatamente detectada pelo corpo mental bem como registrada pela interfaces do corpo astral.

Após esse choque na superfície da rede da interface do corpo astral, conduz a uma deformação permanente no dimensional das grades da rede, ou malha, cuja intensidade de deformação deverá ser proporcional à intensidade de energia negativa recebida no choque, bem como ao tempo de atuação, ficando imediatamente essa deformação, registrada magneticamente, no tecido da interface da matéria quintessenciada do emissor do mau pensamento.

No instante a seguir da deformação, da grade ou malha, da rede original, ocorrem dois novos mecanismos:

Primeiro: Leva a crer que estas deformações na rede, ocorrendo redução, aglomeração e desordem dimensional da grade fluídica na interface da matéria quintessenciada, conduz a uma ínfima parcela de transformação em matéria condensada, não só pela deformação causada na rede original, como talvez, pela elevada carga de matéria contida na estrutura da rede fluídica do mau pensamento recebido.

Evidentemente que esta parcela de transformação será proporcional à intensidade e o tempo de permanência dos choques ocorridos como também, se após a emissão do mau pensamento ocorrer uma má ação. Este novo fato acarreta, imediatamente, um incremento considerável na intensidade do fluxo da rede fluídica, de ondas recebidas, devido à participação de mais criaturas envolvidas na mesma freqüência do mau pensamento.

Segundo: Ocorre imediatamente a mudança da coloração da aura. Como sabemos, esta mudança de coloração é instantânea, sendo proveniente, simplesmente, do resultado das transformações ocorridas no tecido da matéria da rede do corpo astral. A mudança de intensidade de coloração será proporcional à intensidade de transformação ocorrida, a qual é imediatamente descortinada para todo espaço-tempo do plano físico espiritual

Imediatamente após a desencarnação, este mecanismo natural de ganho de matéria numa dada rede (interface) de um corpo astral é imediatamente detectado pelo mecanismo de controle, também natural, da ação da força gravitacional sobre o incremento de densidade já devidamente registrado e gravado.

Como a rede do corpo astral do emissor do mau pensamento está agora uma mais densa este será, obrigatoriamente, mais fortemente atraído após desencarnado para as camadas inferiores deste planeta pela Força Gravitacional, que é uma força natural e imutável, bem conhecida pela ciência de hoje.

É justamente a intensidade da ação da força gravitacional, atuando na densidade da matéria do corpo astral, a qual acompanha um dado corpo mental, que define a altura da sua verdadeira órbita em volta deste planeta, classificando-o no seu específico grau evolutivo ou classe espiritual.


4.2 - Discussão do mecanismo, provável, da emissão de um bom pensamento:

O mecanismo do bom pensamento, por outro lado, tem efeito físico totalmente contrário ao do mau pensamento, uma vez que a natureza da onda agora é expansiva. Isto é, uma onda longa, com vibração suave, tênue, homogênea, com formato constante e principalmente com uma freqüência totalmente diferenciada, de uma freqüência de um mau pensamento de forma que, quando esta energia ou rede fluídica, agora positiva, atingir a superfície da interface do corpo astral, não causará deformações no dimensional da grade ou malha da rede original.

Conseqüentemente o espírito ou corpo mental do emissor do bom pensamento, ao receber, na lei do retorno, uma rede fluídica de energia positiva, esta vibrará suavemente, com mais harmonia e com baixíssima intensidade vibratória, fazendo com que o corpo mental a perceba imediatamente.

A seguir, esta energia positiva assim recebida inverte o mecanismo atomístico de condensação de matéria para dilatação de matéria, formando matéria quintessenciada convencional, tornando a rede do corpo astral cada vez mais expansiva, mais relaxada, mais homogênea em relação ao seu dimensional original e vibrando numa freqüência proporcional à densidade da rede.

Da mesma forma, se este bom pensamento for responsável por boas ações atingindo outras criaturas, sem dúvida que a intensidade e o tempo de ação da rede fluídica da onda expansiva, benéfica, conduzirá a uma redução percentual de matéria condensada na finíssima superfície na interface do corpo astral, matéria quintessenciada, simplesmente pela ação da Força na dilatação do tecido da rede.

Este mecanismo de atuação de uma onda expansiva é como se fosse um tratamento de alívio de tensões, conduzindo a rede cada vez mais para seu formato original, com menos tensões envolvidas e conseqüentemente vibrará numa freqüência mais harmônica e com menos matéria condensada.

Da mesma forma estas mudanças acarretam novas colorações da aura as quais, como dissemos anteriormente, são imediatamente expostas ou descortinadas para o conhecimento do plano físico espiritual. Por outro lado, reduzindo a densidade do duplo-etéreo, o mesmo será conseqüentemente menos intensamente atraído pela ação física natural da força da gravidade, imediatamente após desencarnação.

Explica-se agora o porquê de uma criatura, quando muito boa e correta, ao desencarnar, se a mesma receber um fluxo de corrente fluídica de energia, proveniente de pensamentos positivos, e dependendo do somatório da intensidade e do tempo de atuação desses bons pensamentos emitidos, sem dúvida, conduzem o corpo mental dessa criatura para um plano físico espiritual elevadíssimo, sendo prontamente identificado pelo plano físico espiritual Superior.

5 - Introdução ao estudo resumido de matéria fluídica

Este tema é muito complexo e cabe lembrar que Luiz de Mattos não fez referencia formal a este tipo de matéria. Já Felino Alves de Jesus mencionou este tipo de matéria no seu livro Trajetória Evolutiva como sendo a matéria encontrada no corpo astral e nos interstícios (espaços vazios) da estrutura de um núcleo ou na nuvem eletrônica de um átomo.

Discutindo o tema matéria fluídica com o físico Valdir Aguilera, através de e-mails, tinha me sugerido em 2004 para não esquecer de explicar o mecanismo da ação da Força sobre a matéria fluídica transformando-a em matéria organizada, como por exemplo as partículas e subpartículas que constituem o átomo, prótons, elétrons, quarks, ínfimas partículas etc."

Após várias reflexões e seguindo a intuição física do Valdir Aguilera nos leva a crer que a matéria fluídica seria o elemento material definido por Luiz de Mattos e por outro lado a Força o elemento espiritual. Assim o elemento material existe ou habita no mesmo "espaço-tempo" do elemento espiritual.

Nos leva a crer também que o elemento espiritual é constituído de um tecido puríssimo de rede fluídica constituído por uma malha ou rede fluídica, sem a presença de traços de matéria; seria como se fosse o movimento ondulatório emitido por um pensamento de Amor muito puro, muito tênue.

Lembrem que nosso corpo mental (força) ainda possui em anexo traços de matéria agregados das mais ínfimas partículas atômicas, no tecido da finíssima rede de matéria cósmica extremamente dilatada nas interfaces do corpo astral.

O elemento espiritual seria, então, o mais alto grau evolutivo da Força constituído por espíritos de luz puríssima. Imaginem agora os caros leitores, esta rede fluídica de pensamentos puríssimos atingindo o tecido de matéria fluídica composta pelo elemento material, também ainda na sua forma pura sem sofrer transformações pela Força, por isso denominada matéria fluídica composta dos mais ínfimos núcleos de filamentos de matéria.

Nesta interação entre o elemento espiritual puro e o elemento material puro (matéria fluídica), dentro do mesmo específico espaço-tempo, ainda não definido e não conhecido pela Ciência moderna, é que ocorrem as formações das mais ínfimas subpartículas e partículas atômicas como os quarks, prótons, nêutrons, elétrons etc.., dando origem a um novo tecido cósmico com densidade característica de matéria organizada, por nós conhecida como sendo matéria cósmica.

A partir então deste tecido de matéria cósmica, matéria organizada é que se processam as transformações seguintes em matéria condensada (átomo) e matéria extremamente dilatada (éter), conforme codificado por Luiz de Mattos.

6 - Conclusões

O autor defende a base científica do Racionalismo Cristão codificado por Luiz de Mattos em 1912, referente ao mecanismo de transformação da matéria cósmica em matéria dilatada em proporções extremas "éter", bem como sua existência e o pilar da base científica "Força e Matéria" apoiado nos conceitos da Física moderna, através da teoria das supercordas.

Força e Matéria é o tema da base cientifica da Doutrina Racionalismo Cristão, o qual, sem dúvida, precisa ser mais discutido, questionado e cientificamente mais explorado, mesmo dentro de conceitos simples, conforme os aqui descritos, para que cada vez mais seja possível esclarecer as criaturas, em vida física, que somos constituídos de Força e Matéria, da mesma composição do Universo.

Sabedores deste fato é que nós Racionalistas Cristãos entendemos as dificuldades das criaturas em despertar para a existência paralela da vida espiritual, tamanhas são as influências e emoções da matéria na vida física de uma criatura.

Evidentemente que este despertar racional e lógico, passo a passo, sem a interferência de dogmas religiosos, para a compreensão da existência da vida fora da matéria, será proporcional ao plano evolutivo do seu corpo mental.

Daí a importância das criaturas se beneficiarem dos conhecimentos explanados pela Doutrina Racionalismo Cristão, justamente para ajudar ao corpo mental da criatura a descortinar passo a passo a vida espiritual e, conseqüentemente, a se desprender dos laços fluídicos, fortemente materiais que ainda possui nesta vida física.

Por outro lado, para nós Militantes da Doutrina, conhecer um pouco mais do tema Força é Matéria, dentro dos conceitos originalmente codificados por Luiz de Mattos, é importantíssimo principalmente para aqueles Militantes que têm a responsabilidade de doutrinar nas Sessões Públicas, objetivando cada vez mais esclarecer a assistência a fim de que esta se sinta beneficiada pela Doutrina.

O Autor espera ter contribuído com o esclarecimento da base científica da Doutrina sobre o tema aqui descrito, até porque, como sabemos, estes esclarecimentos são todos relativos. A verdade, próxima da absoluta, somente será atingida ou descortinada quando em planos físicos espirituais bem mais evoluídos do que o nosso atual.


7 - Agradecimentos

O autor agradece imensamente o apoio recebido pelos companheiros do grupo de racionalistas cristãos, na internet, no sentido de fortalecer o referido texto e em particular aos Senhores:

Vice Presidente do Racionalismo Cristão Sr. Gilberto Silva, na discussão das interfaces do corpo astral e moderações conceituais doutrinárias;

físico Sr. Valdir Aguilera pela atuação fundamental de seus comentários sobre questões tanto de ordem física quanto doutrinária que, com certeza, muito valorizaram este modesto trabalho;

Ao administrador de empresas, Sr. Wilson Candeias Moita, pelo apoio prestado na elaboração de material de informática, no resumo deste trabalho;

E, finalmente, não poderia deixar de agradecer a todos os Militantes, Diretores e Presidente da Filial Vicente de Carvalho, Sr. Ramiro Martins, pelo apoio fraternal recebido nesta Casa racionalista cristã e pelas lições de aprendizado colhidas dos Diretores e Militantes mais antigos, que representam na verdade a história viva da nossa Doutrina. A estes, os mais sinceros agradecimentos.

(O autor é Eng. Metalúrgico - UFRJ - especialidade em Ciência dos Materiais - Militante da Filial Vicente de Carvalho do Racionalismo Cristão - RJ)

Abril 2006

 

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