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Trabalhemos e desenvolvamos a "Consciência"

Aida Almeida Lopes Da Luz

Quem seria eu, se apenas comigo me preocupasse?

Algo indefinível, ou simplesmente definido como um autêntico monstro, disforme, sem qualquer conteúdo de forma ou idéia.

Não quero ser esse "SER" horrível, horripilante, que me transformaria em algo vergonhoso e desprezível, perante mim mesmo e perante os outros.

Se por tantas fases passei, se tantas provas venci, se me transformei até atingir a fase em que no momento me encontro, pretendo, à partida, ser digno de mim próprio, mais ou menos esclarecido, com mais ou menos autoconhecimento, com maior ou menor possibilidade de compreensão, e, por conseguinte, com um grau de maior ou menor potencialidade de "Amar", mas em crescimento contínuo.

Amar é dar-se, entregar-se, sem nada exigir em troca.

Amar é principalmente pensar nos outros, transferindo-nos a nós próprios para um segundo plano.

Amar os nossos entes mais queridos, mais do que a nós mesmos, é, possivelmente, uma das principais prioridades de quem quer ser alguém de valor.

Valor além do material, do simbólico, da amostra que lhe dê status de "Grande Homem". Amar valorosamente é ser-se íntegro, amigo na essência mais pura, em quem os outros possam confiar sem qualquer reserva.

Amar é permitirmo-nos entender os erros dos outros, é achar bonito aquele que, por mais imperfeito que tenha o corpo, na sua essência conseguimos vislumbrar virtudes mais ou menos evoluídas, pois cada um está num grau de evolução, sendo difícil uma igualdade qualitativa absoluta entre dois seres.

Amar com capacidade de entendimento, de ver para além daquele veículo baço ou brilhante, é conseguir-se atingir um grau de entendimento através do qual se possa ver a essência verdadeira.

Amar assim é algo que ainda nem todos conseguem, mas que eu almejo conseguir a todo o custo.

Sei que sou imperfeito, sei que para atingir a perfeição plena muito terei ainda de caminhar, mas desejo que meu caminho não seja percorrido erradamente, mas sim, e, embora vagarosamente, rumo a um nível maior.

Não tenho vergonha de dizer que sofro ao ver tanta incompreensão.

Tempestades de toda a ordem assolam o Mundo, e, a todo o instante, sinto como um punhal ferindo minha própria carne, lágrimas que me vêm ao rosto e por ele caem, derivadas da minha "insatisfação espiritual" ao ver inocentes que viram parar suas viagens por "fatores" que não desejaram, mas que foram necessários para o desenvolvimento a nível global.

De tudo se tira lições e as maiores são tiradas pela leitura dos "flagelos" e dos "flagelados".

Eles trazem ou trarão a consciência do erro humano e a necessidade de cada um se modificar e procurar modificar o ambiente em que se vive.

Cultivam-se guerras, esquecem-se que a paz deveria ser prioritária...

Não investem na democracia e no pouco que é devido a cada um, para que os pobres famintos e doentes vão desaparecendo.

O Homem pensa que está trabalhando para o progresso Mundial, mas, na maior parte das vezes, está deteriorando cada vez mais esse seu/nosso Mundo.

Que cada um se aprenda a definir e a transformar, considerando que ele acaba uma etapa (ao desencarnar), mas ficarão seus descendentes, e, eles irão sofrer, e, de que maneira!...

É essa consciência que está faltando, e, que deveria tomar conta de todos que querem ser chamados de "Animais Racionais".

Só com motivação, reconhecimento do erro, vontade de progresso para todos, esquecendo que não deveremos querer tudo para nós, e, pouco ou nada para o próximo, se poderá evoluir.

Que todos cresçamos, "física" e "espiritualmente", é a necessidade maior que se faz sentir.

Trabalhemos conjuntamente para que isso aconteça, e, veremos que o Mundo se transformará e o "Amor" será mais verdadeiro.

Haverá de chegar o dia em que esse "Amor" será tão grande que poder-se-á chamar de "SUBLIME".

Como nos sentiremos nessa hora ímpar!...

A autora é Militante na Filial Seixal, Setembro de 2005

 

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