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Como saber a qual classe espiritual pertencemos

Aida Luz

Como sabemos, só quando desencarnarmos e enfrentarmos o nosso quadro fluídico, vendo o que fizemos e o que nos falta fazer, poderemos ter a exata percepção da classe da qual fazemos parte. Sabemos que nunca desceremos de classe, porque o que angariamos para ser registrado no nosso acervo espiritual, não perderemos jamais.

Entretanto, conforme nosso procedimento, podemos evoluir ou estacionar.

É impossível sabermos, exatamente, enquanto encarnados, qual o nosso grau de evolução.

Porém, quanto mais nos aproximamos da 17ª Classe, mais vamos ficando com nossos pensamentos menos nebulosos e conseguimos perceber melhor a nossa situação. Mas, nunca devemos pensar estarmos no ponto mais elevado. Pretender estar no ponto mais alto, seria uma temeridade de nossa parte, que nos poderia provocar grande atraso espiritual, movidos até pela vaidade.

Enquanto estamos aqui neste Planeta, é porque ainda não evoluímos o suficiente para não mais encarmar, a não ser em raras exceções de espíritos que vêm cumprir missões especiais. Seria, pois, muita pretensão de nossa parte, pensar ser um desses espíritos.

Quando um espírito chega ao ponto de não mais precisar encarnar, sua forma de sentir é singular.

Um espírito desses sente diferente de nós. No seu subconsciente, sabe que tem que permanecer encarnado. Ele procura fazer tudo dentro da lógica, da moral, da justiça, em conformidade com o que está estipulado nas leis universais, respeitando as leis dos homens, tendo a noção exata do que deve fazer, procurando não violar regras, mas, nem assim se sente completamente satisfeito.

Pesa nele aquilo que o seu semelhante faz e disso sente vergonha. Tem noção do seu dever, mas há algo que o chega a envergonhar.

Estas são as razões:

Olha para seus familiares e amigos e pergunta-se, quando desencarnarem, o que ele sentirá. É estranho, mas ele sente que não vai conseguir sentir as lágrimas, a tristeza, o desespero que os outros sentem. É certo que sabe que sentirá saudades, mas de uma forma totalmente diferente.

Para ele isso é natural, trata-se de um processo pelo qual todos têm que passar. No final do processo, irão, novamente, pertencer ao Todo, como seja um "BOLO" comum, em que todos são uma migalha e não se diferenciam. A mistura é tão perfeita que não há lugar à diferença.

Assim, o espírito pensa que tendo pertencido a diversas famílias, por vezes até às mesmas, tendo tido tantos pais, tantas esposas ou esposos, tantos filhos, como poderia fazer diferença entre eles?

Quando chega a esse ponto, a visão é totalmente diferente. Sente que não pode fazer diferença, seria injusto, e, ao chegar a essa perfeição, não pode haver injustiças.

O espírito quando deveras evoluído, sente-se abalado com posições que são tomadas neste mundo.

Acaba por não pensar nele, em primeiro lugar, mas sim nos outros.

É incapaz de desejar o mal seja de quem for. Se houver uma zanga com um seu igual, embora procure não pensar nesse "Ser" para não sofrer as consequências de atração negativa, contudo, tem uma vontade enorme para que esse "Ser" se modifique.

Algo estremece, no mais recôndito do seu ser, quando vê que os outros sofrem ou erram, abrangendo-os nos seus pensamentos mais puros, irradiando-os com os desejos, "no bom sentido", de que reflitam e procurem se emendar.

Quando alguém lhe faz um reparo injusto, pode até compreender e aceitar, mas é como se lhe rasgassem suas entranhas, pois ele jamais pensa mal de quem quer que seja e tudo quanto faz é em sentido de melhoria para o outro, seu irmão em essência.

Quando alguém lhe pede alguma coisa, que vê ser de fato necessário, e, não tiver como satisfazer, fica estremecido, insatisfeito, preocupado, quase que "doente", perante sua incapacidade de ajuda.

São pequeninos apartes que ele, espírito, sente, e, o mais que pode acontecer, é o espirito que assim pensa, raciocinar que não está numa classe muito atrasada, pois sua consciência ativa, sabe que, tal procedimento não pode pertencer a um espírito muito atrasado.

Pode, pois, servir-lhe de exercício para cálculo da sua classe evolutiva.

Entretanto, julgar-se superior, já é demais. Há que ter cuidado, e, não se elevar, demasiadamente, para que a queda não seja vertiginosa.

Novembro 2008

 

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