gazeta2.jpg (8041 bytes)

A felicidade existe?

Gilnei Castro Müller

A felicidade, assim como a tranqüilidade e a paz espiritual, são estados íntimos de espírito que cada criatura humana pode e tem condições de conquistar através do seu esforço, dedicação, força de vontade e persistência individual. A felicidade existe sim, mas ela é relativa e cada pessoa como um ser pensante, dotado de inteligência, conquista a sua própria felicidade a partir do momento que se conhece como força espiritual e vibra o seu pensamento para o bem, encontrando uma razão para viver e ser feliz junto aos seus semelhantes mais próximos na família, até as demais pessoas do seu convívio.

Há cerca de 2.400 anos, Sócrates em Atenas na Grécia já afirmava que a busca da felicidade é uma tarefa individual do ser humano, e nenhuma pessoa é ou se torna feliz por acaso durante a sua passagem pela vida terrena.

Essa afirmativa de Sócrates continua válida até hoje, embora alguns grupos de psicólogos pelo mundo a fora tentem demonstrar o contrário, através de determinadas "pesquisas" conduzidas e apreciadas somente pelo ângulo estreito dos prazeres carnais apenas de ordem materialista, desprezando completamente a parte espiritual das criaturas humanas com todos seus atributos positivos da alma.

No século XVIII, a partir do surgimento do Iluminismo na França, a felicidade passou a ser algo a que todos nós temos direito como seres humanos. Um dos conceitos básicos da Revolução Francesa, marco da moderna sociedade ocidental, é que o objetivo da sociedade deveria ser a felicidade geral.

A felicidade geral de toda a população de uma nação é uma utopia que alguns políticos "candidatos" prometem para seus eleitores, jamais irão colocar em prática tal promessa, porque cada criatura humana é diferente, recebe e tem o que merece, e a sua felicidade terá que ser conquistada como resultado do seu esforço e da sua dedicação na carreira profissional e em tudo que faz durante cada momento de sua vida.

A felicidade, por ser relativa, cada pessoa a compreende e percebe de maneira bastante diferente, assim uma criatura bem humilde e simples, que vive com dificuldades econômicas e financeiras, desde que aceite a sua situação entendendo os porquês de tal situação poderá ser muito mais feliz do que outra que possui grandes riquezas materiais e conseguiu alcançar todos seus objetivos terrenos, mas com ganância somente pensando em ter mais não sabe viver com o devido equilíbrio a sua vida espiritual ao lado da parte material.

Certamente, se pode afirmar que a conquista da felicidade é individual, é uma verdadeira dádiva natural que está ao alcance de todos, mas nem todos os seres humanos, integrantes da atual humanidade estão preparados para conquistá-la. Para que cada um possa alcançar a sua felicidade íntima, é preciso em primeiro lugar desarmar o espírito, abandonar o "eu guerreiro" que lhe domina, impondo uma conduta racional e cristã nas ações da vida diária, e assim uma felicidade íntima e verdadeira se fará presente em situação permanente na alma e nas ações daquelas criaturas que sabem pensar, querer e trabalhar pela conquista e direito de ser feliz.

agosto de 2007

 

Página Principal da Gazeta  | Página anterior

Gazeta do Racionalismo Cristão - Uma filosofia para o nosso tempo