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Renato de Silos Cardoso
(Presidente Astral da Filial Achada Santo Antonio do Racionalismo Cristão, Praia, Cabo Verde)

Renato de Silos Cardoso nasceu em São Vicente no dia 1 de dezembro de 1951, filho de Vital Miguel Cardoso e de Lucia Maria Gomes Cardoso.

Aos dezessete anos, terminou o ensino secundário no Liceu Gil Eanes, São Vicente, com uma média que, um ano mais tarde, lhe possibilitou concorrer para uma bolsa de estudos. Inteligência viva, Silos Cardoso destacou-se no seu círculo de convivência em todos os seus empreendimentos.

Durante a fase de estudante universitário, em Lisboa, Renato Cardoso aderiu ao PAIGC - Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, então na clandestinidade. É durante este período (1970/1974), no trabalho da mobilização política dos emigrantes, que conhece de perto a situação dos patrícios na construção civil e compõe a sua primeira balada de intervenção, Altu Kutelu.

A seguir ao golpe de 25 de abril de 1974, Renato Cardoso interrompeu o curso de Direito (que viria a concluir em 1978, na Universidade Clássica de Lisboa) e tomou parte em diversas atividades partidárias, destacando-se a sua participação na elaboração da Lei Eleitoral para as eleições de junho de 1975.

No país acabado de ascender à independência, Renato Cardoso integrou o aparelho de Estado, tendo chegado ao topo da Carreira Diplomática, como Ministro Plenipotenciário. Desempenhou ainda as funções de Vice Presidente da Comissão Eleitoral que organizou as eleições para a independência de Cabo Verde; foi Diretor Geral da Administração Interna, Diretor Geral dos Assuntos Políticos, Econômicos e Culturais do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Conselheiro e Coordenador do Serviço de Assessoria do Primeiro Ministro. Era Secretário de Estado da Administração Pública quando foi atingido por um tiro e morreu, por motivos até hoje não esclarecidos, no dia 28 de setembro de 1989.

Como jurista, Renato Cardoso participou na elaboração da Lei Eleitoral que levou a Constituição da Assembléia Nacional de Cabo Verde e perante a qual foi proclamada a independência do país; foi membro dos grupos de redação da Constituição Política, do Código de Água e da Lei de Administração Municipal. Renato Cardoso participou ainda em diversas ações diplomáticas a nível internacional e bilateral, tendo chefiado a representação cabo-verdiana na Assembléia Geral da ONU - Organização das Nações Unidas, em 1975, e participado em várias Conferências de Chefes de Estado da OUA - Organização da Unidade Africana, do Movimento dos Não Alinhados e Conselhos de Ministros da CEDEAO - Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental.

Respondendo a convites internacionais, Renato Cardoso participou em vários colóquios e seminários, proferindo conferências e palestras sobre a política externa e a Reforma da Administração Pública de Cabo Verde, tendo acabado por publicar Cabo Verde Opção por uma Política de Paz (Praia, 1986), que inclui dois dos seus discursos sobre política externa.

Paralelamente às suas muitas funções, ou no seu intervalo, Renato Cardoso escreveu artigos para jornais e compôs algumas baladas nomeadamente, Tanha, Tera bo Sabe e Porton d'Nos Ilha.

(Colaboração de Manuel Rocha, fevereiro de 2007. Dados extraídos do livro Liberdade, ainda e sempre ..., de autoria da Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria (ACOLP), editado em julho de 1997)

 

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