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Maria Nunes Flor
1906-1982

Presidente Astral da Filial Butantã do Racionalismo Cristão

Maria Nunes Flor nasceu em Pedreira, Comarca de Amparo, Estado de São Paulo, em 15 de julho de 1906 e desencarnou serenamente em sua residência no Horto Florestal, em São Paulo, SP, em 8 de junho de 1982, com 76 anos de idade, cercada do maior respeito e admiração por toda a coletividade racionalista cristã.

Maria Nunes Flor, em vida física, foi um exemplo de filha, irmã, esposa, mãe, avó, amiga, colega e acima de tudo de racionalista cristã.

Filha de Antônio Nunes da Silva e Josefina de Freitas, desde a sua mocidade muito ajudou aos pais, sendo muito trabalhadora e prestativa em seu rude trabalho numa chácara em Imirim, que na época era um bairro rural de São Paulo. Consorciou-se com Antônio de Ornellas Flor em 14 de abril de 1923, com quem teve 8 filhos: Maria, Emilia, Amadeu, Zilda, Áurea, Nilza, Odila e mais um menino, falecido na infância. Todos constituíram numerosas famílias e estão bem situados na vida.

Duas de suas filhas, Emilia, casada com Herval Tavares de Campos e Nilza, casada com Sérgio da Silva, são dedicadas militantes da doutrina na Filial de São Paulo. Nilza tem colaborado ultimamente com a Filial Butantã, também de São Paulo, SP.

Ainda na mocidade, Maria Nunes Flor, juntamente com Antônio de Ornellas Flor, utilizou a sala de visitas de sua residência, nela instalando o Correspondente do Centro Espírita Redentor do Rio de Janeiro, em São Paulo, oficializado em 9 de setembro de 1935, na Rua Voluntários da Pátria, 589, atualmente 2.927.

A trajetória dessa valorosa mulher foi repleta de lutas, renúncias, dedicação e força de vontade inabalável, ao lado do seu marido Antônio de Ornellas Flor, pioneiro e fundador do Racionalismo Cristão em São Paulo.

Ela representa um exemplo marcante de abnegação para toda a coletividade racionalista cristã, da qual é um dos grandes baluartes, exemplo marcante para todas as companheiras da Filial de São Paulo, muitas das quais deixaram marcada a sua presença em nosso meio, sempre recebendo o apoio e estímulo de Maria Nunes Flor.

Foi laureada com um título pela Prefeitura Municipal de São Paulo por contar com quatro filhas professoras dedicadas ao ensino municipal.

Muitas outras facetas de sua pujante vida ficaram registradas na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de com ela conviver.

Arrancada da vida física quando ainda muito poderia produzir, deixou sua passagem marcada por esse mundo através do seu exemplo de resignação e absoluta lucidez até o fim de seus dias.

O seu luminoso espírito, ao ascender aos luminosos mundos espirituais, não cessou a sua intensa atividade, assumindo o alto encargo de patrona espiritual da Filial Butantã do Racionalismo Cristão.

Foi, sem dúvida, uma das maiores figuras femininas na história do Racionalismo Cristão em São Paulo. Foi uma mulher dotada de um caráter exemplar. É uma honra para o Racionalismo Cristão!

Sua grande evolução espiritual levou-a para uma luta incansável que empreendeu ao lado do marido, Antônio de Ornellas Flor, em prol da espiritualização da humanidade.

Foi muito querida e admirada pela sua simplicidade e nobreza, por trazer sempre um sorriso meigo em meio a uma palavra confortadora.

Recebia a todos os componentes da Doutrina com sua peculiar alegria e paciência, apesar da luta extraordinária que tinha com a sua numerosa família.

Além de participar das Sessões Públicas e Particulares, pela manhã e à noite, ficava com seu marido no expediente do meio-dia, que se prolongava até o entardecer.

As sessões iniciais do Correspondente de São Paulo tiveram lugar em sua sala de visita até ocuparem todo o quintal de sua casa, o que a fazia muito feliz por ver a expansão da conquista da verdade.

Orgulhosamente, ainda assistiu à inauguração da sede própria do Racionalismo Cristão em São Paulo.

Companheiras desse gabarito deixam muita saudade!

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