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O Poder Maior

Mori Mitre


Vivemos momentos decisivos em todos os cantos do planeta terra: as intempéries assolam drasticamente, o alimento se contamina cada vez mais, os líderes vêm sua estrutura de posse ruir, fluir, liquidificar-se.

O homem comum, aquele que trabalha de sol a sol para manter-se e aos seus, assiste estupefato a tantos desmandos, mas numa ótica agora diferente, já que de espectador passa a agente num processo de expurgo, onde todos somos chamados a intervir, seja frontalmente ou principalmente de forma sutil, fechando todas as possibilidades de acordos corruptos, evitando aqueles que pretendem arranjar um jeitinho de burlar aqui e ali.

Basta! Não é este o sentido essencial do pode ...

O realizar, o construir pressupõe o benefício coletivo. As obras precisam alcançar e responder a quem nelas investe o suor de parte de seus salários.

Mas, o poder maior se apresenta. O poder da consciência plena, que cada vez mais nos conclama à responsabilidade fecunda de atuar com moderação, objetividade, senso crítico e vigilância já que todos somos responsáveis pelo nosso espaço de vida. O poder real está na atitude firme , sustentada por um raciocínio claro, reto. Este é o poder que constrói para muitos. Que preserva a razão, o direito, a vontade e o sentimento. Este é o poder que emana do universo superior.

Como partícipes dessa jornada, temos a responsabilidade de atuar radicalmente contra toda ordem ou poder mesquinho. O joio começa a ser separado do trigo. Trigo da vida plena, energia que reconduz o humano à sua origem de luz. Pobres infelizes, aqueles que tentarão manter o seu poder limitado pela ganância, pelo ódio ... . Este poder fenece, em cada mente doentia destes seres que acordados serão pelo novo tempo da ordem , disciplina e amor fraternal entre os povos.

O poder relativo nos é dado. Façamos o melhor uso dele!

Mori Mitre, abril de 2001

 

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