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Um novo ano

Mori Mitre

E chegamos a 2002!

Os místicos se apressam em comunicar seus presságios, vendendo seus conselhos a quem neles credita os próprios passos. Mas, o que é este tempo novo?

Nada diferente de outros tempos quando, com mais ou menos modernidade, o ser humano viveu suas conquistas e derrotas. Quando, de onde estamos olhamos o passado, podemos vislumbrar a odisséia que tem sido a evolução do homem no planeta Terra.

No princípio, a luta pela sobrevivência em cavernas. Na média idade, o romantismo das conquistas, e hoje, no estágio cibernético, a imensa dúvida do que virá amanhã.

Assim, não há como entender este momento sem analisar friamente a importância da força sobre a matéria. Em todos os capítulos de nossa jornada, observamos a eterna luta do bem contra o mal. A evolução é lenta, cada vez mais dificultada pelas aderências mentais que absorvem nosso universo mental. Paradigmas são alterados a cada minuto. E a sede pelo novo vale o investimento naquilo que estiver nas vitrines.

Tudo isso é razoável se afinarmos nossa observação no cotidiano. Frutos do meio, colhemos segundo a qualidade das sementes plantadas. E a responsabilidade pelo ir e vir se torna cada vez mais individual.

Então, neste novo ciclo de 365 dias, igual e diferente dos tantos outros já passados, devemos exercer uma constante vigilância sobre nossos pensamentos, atos e palavras. Entendendo que segundo a nossa vontade e livre-arbítrio iremos provocar reações mais ou menos graves, positivas ou negativas.

O compromisso maior deve ser com a nossa atividade como cidadãos do mundo, responsáveis pelo nosso progresso. O medo e a dúvida são componentes descartáveis se optarmos pelo reto pensar e reto agir. Como nada há de novo sobre a terra, a não ser os novos boeings, circuitos eletrônicos, e milhares de criancinhas aninhando velhos espíritos, vamos entendendo que os ciclos se repetem, pela rotação e translação das idéias, que geram soluções dinâmicas, capazes de garantir um grande ano para quem tenciona produzir, conquistar e vencer.

Mori Mitre
Belo Horizonte, 5 de fevereiro de 2002

 

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