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A morte

... é preciso colocar a cabeça em ordem, porque a vida continua, continua o trabalho, continuam as amizades e precisamos construir sempre um mundo melhor ao nosso redor, porque o que conta é o instante que passa e ele tem a duração de uma piscadela, dentro de um eterno presente...

O entendimento que tenho da Morte difere muito daquele de diversas pessoas. A noção que tenho foi adquirida em muitas leituras e, em especial, nas obras da Doutrina Racionalista Cristã que busca sempre esclarecer a humanidade com linguagem simples, sem rebuscamento.

Para mim, tudo que existe no Planeta Terra, desde o infinitamente pequeno ao infinitamente grande, é composto de Força e Matéria, dois pilares básicos que tudo explicam, quando bem desdobrados com base na espiritualidade e não na materialidade.

Existe sempre a evolução da Força e a transformação da Matéria, não sendo a morte o cortar fatal de todos os laços, pois o pó volta à Terra e o Espírito busca seu mundo de origem.

Enquanto na Terra, cabe ao ser humano ¾ esse composto de Força e Matéria ¾ estudar, ler, reler, analisar bem tudo, tirando suas conclusões, já que no seu mundo de origem planejou o melhor para si aqui na Terra do mesmo jeito que um aluno, numa escola, não pode prometer ser o melhor aluno, mas pode prometer ser um ótimo aluno, estudioso, respeitador da ordem e das leis da sociedade.

Ninguém ignora que a presença cadavérica de um ente querido ou conhecido choca, estarrece, gera choro, angústia, podendo até traumatizar pessoas menos avisadas, porque ali já não mais existe a Vida, filha da Força Criadora, mas só a Matéria que logo inicia seu processo de transformação para voltar à Terra, porque sozinha nada mais vale para a Força (o Espírito).

Tendo a consciência de que tudo é Força e Matéria e de que a Força vive eternamente em outra dimensão por ser filha da Força Criadora, é preciso colocar a cabeça em ordem, porque a vida continua, continua o trabalho, continuam as amizades e precisamos construir sempre um mundo melhor ao nosso redor, porque o que conta é o instante que passa e ele tem a duração de uma piscadela, dentro de um eterno presente em que só rola eternamente o caminho de idas e voltas, até quando o Espírito (Força) se sentir burilado, brilhante e puder habitar mundos de mais alta evolução.

Aquiles Moisés dos Santos
Belo Horizonte, 1 de julho de 2001

 

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