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"Liberdade" na sua essência mais nobre

Aida Almeida Lopes Da Luz

Todos falam de "Liberdade"!

Todos querem se sentir livres!

É a palavra que está na moda. Usando-a, todos querem adquirir direitos, conseguir cargos de eleição, iludir os mais incautos, enfim, esquecem-se de qual é o seu verdadeiro significado.

Bom seria que, ao nos lembrarmos dessa palavra, e, ao empregá-la, tivéssemos em mente o que ela deverá representar.

Para nós, racionalistas cristãos, a "Liberdade" significa algo muito mais abrangente. Só podemos concebê-la como "Libertação".

Libertação de tudo e de todos. Libertação até de nós próprios, se quisermos referir-nos aos nossos impulsos menos nobres.

Libertação, na sua verdadeira essência, traz a harmonia, traz o esclarecimento, sem quadros toldados pela irreflexão, sem peias mesquinhas derivadas de maus hábitos, advindos de práticas ilícitas.

Felizes aqueles que já estão libertos dos erros do passado, do medo de dizer a verdade, doa a quem doer, e enfrentam toda a espécie de inquéritos, perante quem quer que seja, não temendo as conseqüências. Já nos dizia o nosso grande Mestre Luiz de Mattos, que só a verdade faz o "Homem Livre"!

Sábias palavras para quem se detiver a tentar entendê-las. É, porém, necessário desprendimento, mas um desprendimento total à vida material.

Não nos deixemos enganar, nem sequer nos calemos, quando outros o desejam, a favor de algo menos claro. Temos o nosso livre-arbítrio e devemos antes de tudo respeitá-lo, para saber caminhar na vida. Encaremo-la com o real sentido do dever.

Quando estamos usando uma total "Libertação", ela nos permite atingir, com a vibração de nossos pensamentos elevados, uma verdadeira sintonia com os espíritos da Plêiade Astral Superior.

Se cada qual desse o melhor de si, sem querer imitar quem quer que fosse, seguindo as instruções que nos são facultadas pelo livro básico da nossa querida Doutrina, o Racionalismo Cristão, sendo fiel aos princípios no mesmo emanados, seguindo com carinho, com grande vontade de aprender, sem se deixar influenciar por nada nem ninguém, estaríamos certamente em condições de receber, condignamente, as intuições que, a todo o momento, cruzam o espaço advindas do Astral Superior, podendo assim criar um ambiente propício à mudança que se faz sentir necessária.

Para quê ser uma mulher de armas, como se costuma dizer, profissionalmente realizada, se não se preocupar com o seu dever de filha, esposa e mãe?

A mulher, hoje, atua em sociedade paralelamente ao homem. Isso é bom, pois o espírito não tem sexo, e assim sendo, todos, independentemente do sexo, têm direito ao desenvolvimento material e espiritual. Mas não deve esquecer nunca que é mulher, e deve, para além do mais, respeitar e defender os seus deveres mais nobres.

Quanto ao homem, será que de fato o é com "H" maiúsculo, quando maltrata, de alguma forma, a esposa e seus próprios filhos, para proveito próprio ou de terceiros, esquecendo que antes de mais, é esposo e pai?

Em ambos os casos a razão deve falar mais alto.

Só assim poderemos dizer que somos livres. Trabalhamos em prol de uma sociedade comum, ajudamo-nos mutuamente no desenvolvimento da mesma sociedade, e, podemos sentir-nos completamente libertos.

Essa é pois a verdadeira "Libertação", aquela que eleva o ser humano a um grau evolutivo maior, rumo a um maior progresso, e sobretudo, deixando exemplos de valor às sociedades vindouras.

Atentemos na verdadeira "Liberdade" que é aquela que de fato nos dá a autêntica e inegável "Libertação".

Outubro de 2005

 

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