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Escolha profissional do jovem

Marisa Gomes Alvim

A atuação dos pais na escolha da profissão dos filhos deve merecer todo o cuidado e atenção, dado que a maioria dos jovens não conhece as suas próprias aptidões e não possui informações básicas sobre cursos, profissões ou até mercado de trabalho.
Sabemos, à luz da Doutrina racionalista cristã, que a finalidade da vida não é principalmente vencer no campo material, mesmo quando tal seja conseguido triunfantemente por seus meios próprios. Vida é evolução. Se o princípio central da Lei é a evolução - tanto que "evolver" é sinônimo de "ser" - e não é possível senão como movimento do progresso, evolução tem que ser o conceito basilar de valores éticos. A vida contém e pode produzir valores eternos: o seu escopo é enriquecer-se deles cada vez mais. Ela tem uma meta: depois de havermos apreendido a produzir e entesourar nas formas caducas da Terra deve, agora aprender a produzir e entesourar no espírito.
É dever dos pais assistir aos filhos, não somente na escolha da profissão, mas avançarem, além disso, em busca da acertada escolha entre as suas bases evolutivas disseminadas no campo da vida, daquela que mais convém e satisfaz a cada ser. Profissão ou via evolutiva, no entanto, dependem da escolha do jovem e, para que represente sucesso seguro, precisa ser bem escolhida, o que só será possível por uma vontade inteligentemente capacitada ao fazer.
Na opinião da Psicologia Experimental, existe uma vontade primordial, irredutível a outros processos psíquicos. À luz do Racionalismo Cristão eu chamo isto de memória espiritual, representada pela sobrevivência do espírito que reencarna em novo corpo físico, trazendo todas as experiências obtidas em diversas reencarnações e que despertam através de sua memória psíquica, de acordo com suas necessidades presentes.
Jovem filho, velho espírito precisa encaminhar-se na vida, para o que deve contar com a assistência e orientação dos pais. Estes, para permitir ao filho uma acertada escolha, considerados seus interesse econômicos e evolutivos, terão que lhe oferecer todos os elementos de que precisa para bem decidir. Se houver uma vocação definida, esta será o objeto da escolha. Se não houver, precisará descobri-la. Os pais, tornados educadores inteligentes e metódicos, na consulta ao registro das tendências mais significantes, desde a primeira infância até a maturidade da juventude, poderão perceber o que será mais aconselhável ao filho: se Curso Básico ou Profissionalizante, respeitando a sua capacidade de ação, suas tendências afetivas e necessidades, devendo orientar, mas não definir. Jamais os pais deverão projetar-se nos filhos, querendo através deles conquistar aquilo que não conseguiram enquanto jovens. Quantos doutores frustrados seriam ótimos artesãos, desenhistas, agrônomos, mecânicos ou semelhantes? E por quê? Por terem sido levados pelos pais a escolherem a carreira que eles gostariam de ter trilhado.
A verdadeira ajuda que pais e educadores precisam ter em mente é que a profissão escolhida precisa primeiramente estar enquadrada na chamada Ética Universal que espelhem as leis que regem o Universo. Se a profissão estiver dentro dos preceitos da ética, qualquer que ela seja deverá ser aceita e estimulada. Deverão estar atentos para uma escolha que represente ganância insaciável, despotismos governantes, disseminação falada ou escrita de costumes degenerados, apelo sexual e outros semelhantes. Manda a razão saudável e reta que os pais reprimam e até dificultem estas escolhas. Assim como devemos respeitar o livre-arbítrio, temos a obrigação de mostrar que através de uma atividade econômica o espírito evolui ou pode perder uma preciosa encarnação.

(A Autora é Pedagoga/Orientadora Educacional - julho de 2004)

 

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