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Estados Unidos sob ataque

... Somos livres para plantar, mas somos escravos da colheita. ... Se o plantio for de amor, a colheita será amor. Se de ódio, malquerença, a colheita será ódio, malquerença, querendo essa sociedade pouco esclarecida ou não.

Ataque, inesperado para muitos, à cidade de Nova York, a mais famosa cidade do Planeta Terra, no dia 11 de setembro de 2001, tendo como alvo principal as torres gêmeas do Centro Mundial de Comércio (World Trade Center). Às 8 horas e 50 minutos locais (9h50min de Brasília), o Boeing 767 da American Airlines bate na torre norte do Centro Mundial de Comércio, enquanto outro avião choca-se contra a torre sul, num intervalo de apenas 18 minutos. Às 9 horas e 50 minutos locais desaba a torre sul, desabando a torre norte às l0h30 minutos locais.

Esse voar de aviões mostra ao mundo, estarrecido, que a grande cidade tem muita aparência, como aparência têm os túmulos de gente rica, mas garantia real de segurança tem pouca. País riquíssimo que se dizia preparado, com Agência Central de Inteligência para garantir a ordem, e tudo foi violado em curto espaço de tempo. Três aviões seqüestrados dentro do próprio território do país, até então tido como o mais protegido do mundo, provocam um atentado sem precedentes na História.

O terceiro avião, um Boeing 757, voa para a Capital dos Estados Unidos, Washington, atingindo o Pentágono, sede do comando militar dos Estados Unidos da América do Norte, às 10 horas e 30 minutos locais.

O terrorismo surpreendeu o famoso país, mostrando que tudo é possível para a mente humana. Os comentaristas em todo o mundo badalaram na mesma tecla: nada justifica a violência. Quantos inocentes morreram. Quanto sofrimento nas famílias! Citam Jesus Cristo como símbolo da paz, do amor.

Nessa hora, ninguém se lembra das Leis Naturais que tudo regem desde o início da criação, do infinitamente pequeno ao infinitamente grande. As Leis Naturais regem até o seu criador, Grande Foco, porque tudo tem de viver de acordo com essas Leis Naturais, sem exceção.

Jesus Cristo, tão citado nessas horas, foi taxativo ao se referir às Leis Naturais. Quando Pedro, seu enérgico discípulo, por amor ao Mestre arrancou sua espada e cortou a orelha de um soldado, Cristo lhe disse: "Pedro, guarda essa espada na sua bainha. Quem pela espada mata, pela espada morre".

Isso é Lei Natural. Somos livres para plantar, mas somos escravos da colheita. Se o plantio for de feijão, a colheita tem de ser feijão, querendo ou não, e isso ninguém pode mudar ou voltar atrás. Se o plantio for de amor, a colheita será amor. Se de ódio, malquerença, a colheita será ódio, malquerença, querendo essa sociedade pouco esclarecida ou não.

Ninguém ignora que esse grande Estado, chamado Estados Unidos, vem fazendo com muitas nações o que Roma fez durante mais de 700 anos, impondo com mortes, torturas, dores atrozes o que ela achava ser verdade. Os Estados Unidos, por serem ricos, vêm oferecendo dinheiro e, com isso escravizam os países mais pobres, impondo sacrifício a todo o seu povo, pelo fato de serem ricos e emprestarem dinheiro a esses países.

Isso é praticar violência contra os seres humanos e todo aquele que praticar violência, colherá violência e essa Lei não pode ser alterada pelos homens da Terra que, embora dizendo que as leis são iguais para todos, sabem que os advogados não são iguais. Há advogados que provam que o ladrão é inocente, se para isso foi oferecido muito dinheiro e o meritíssimo juiz aceita tranqüilamente, condenando o inocente e inocentando o criminoso. Isso é fácil de fazer junto a autoridades que podem roubar, desviar, mandar matar, porque têm juízes e advogados "bons" ao seu dispor, sem gastar dinheiro.

O retorno vem na hora certa, mais cedo ou mais tarde, e o grande país americano sentiu isso na carne e vai continuar cometendo injustiça e vai continuar recebendo represália até que acorde para praticar o Bem sem olhar a quem, que constitui a base sólida de todo o cristianismo puro, aquele antes dos anos 325 da era cristã.

Aquiles Moisés dos Santos
Belo Horizonte, 13 de setembro de 2001

 

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