gazeta2.jpg (8041 bytes)

A chave da felicidade

... existe uma igualdade entre todas as pessoas, sejam ricas, pobres, bonitas, feias, sábias ou ignorantes que é o desejo profundo de ser feliz.

Sabe-se que não existem duas pessoas iguais na face da Terra e possivelmente no Cosmo Infinito. Sempre vai haver pequenas desigualdades, porque alguém vai um pouco mais à frente burilando aquilo que valor tem. Rui Barbosa, a maior cabeça pensante de sua época, já dizia que a verdadeira lei da igualdade consiste em dividir desigualmente com os desiguais, quando esses se desigualam.

No entanto, existe uma igualdade entre todas as pessoas, sejam ricas, pobres, bonitas, feias, sábias ou ignorantes que é o desejo profundo de ser feliz. Todo mundo alimenta no fundo da alma esse desejo de ser feliz e muitos, um exército muito grande, chegam até a atingir uma felicidade aparente, porque hoje o barco corre veloz sobre as águas, a música soa em volta e o clima parece festivo, mas de repente tudo desaba, como essas construções modernas, cujas vigas mestras não vão até ao alto da construção e o simples derrubar uma parede interna pode ser um caos. Tudo desaba, porque a sociedade está demorando, em seu todo, a conhecer a vida em sua essência e vive nas ramas, onde o ar parece melhor, onde a vista panorâmica parece mais atrativa, mas tudo é só aparente, porque falta a mola mestra da construção.

Vemos um exemplo típico disso nos meios de comunicação. A ânsia, que já vira loucura para ganhar audiência, busca mulheres que, bonitas naturalmente ou bonitas com os remendos de silicone por todo o corpo, vão à luta numa degradação moral tão perigosa quanto à violência mundial. Se a audiência de um canal melhora muito, porque a mulher se expôs mais, o outro canal lança outra mulher mais ousada que vai mais além e procura derrubar sua concorrente, expondo-se mais e mais. Nesse corre-corre, o dinheiro fala mais alto e isso parece felicidade para quem disso participa, esquecidos todos de que ninguém consegue burlar as leis naturais. O ser é livre para plantar feijão, mas depois vira escravo da colheita, sem dó nem piedade. É o infalível retorno na hora certa, na alma certa, mas sem que a pessoa estivesse esperando. Como a carga vem sempre em dobro, normalmente as vítimas, pelos mesmos canais de televisão, procuram mobilizar o mundo, querendo a sua cura, pedindo rezas, fazendo correntes de oração, ignorando que o Criador de Tudo não precisa de lembretes, pois de ninguém se esquece e é justo que cada um receba exatamente segundo as suas obras. Isso é que é Perdão: oportunidade de crescer plantando o Bem maior. É preciso que o mundo acorde, que as mulheres acordem, porque os homens servem de modelo, mas quem modela o caráter dos filhos são as mulheres, quando sabem ser mães, quando têm caráter, quando despertam para a Verdade.

É por isso que existe a chave da felicidade e essa chave é infalível, se utilizada bem. Basta cada um partir para a prática e verificar o retorno, que será a colheita boa, do bom fruto plantado. A chave segura da felicidade consiste em transformar nossos pensamentos, vontade e ação num escudo contra nossos vícios e nossas fraquezas no instante que passa, porque esse instante nunca passa, por estar sempre presente em nossa vida.

Experimentem a receita simples, experimentem, pertença o leitor a que credo pertencer, pertença a que classe social pertencer e vai confirmar que a luz inundará sua vida, sem necessidade de pedidos, de gritos, de genuflexões, de subserviência a esse ou àquele e que vale a pena viver em nosso Planeta Terra, tão bonito!

Aquiles Moisés dos Santos
Belo Horizonte, 8 de julho de 2001

 

Página Principal da Gazeta  | Página anterior

Gazeta do Racionalismo Cristão - Uma filosofia para o nosso tempo