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A vida fora da matéria

Jurandir Pereira

"Reler pode ser relembrar". Os links "Os valores - Crescimento Espiritual" e "O valor da espiritualidade", artigos publicados na Gazeta do Racionalismo Cristão, mostram reflexos de algumas imagens de como evoluem os integrantes terrenos. Todos são espiritualistas de origem, porém, nem todos são da mesma era. No primeiro link diz "De que valem todas as riquezas do mundo, se os valores espirituais não são levados em conta?". No segundo link se vê: "Já é tempo de o ser humano não virar a cara, mas participar da vida na Terra". Poderíamos discorrer seguramente, baseados em princípios racionalistas cristãos, mesmo que sejam leves, algumas apreciações instrutivas colhidas desses dois links. Na verdade e pela verdade, discursar-se-á sobre algumas ocorrências sobre "A vida fora da matéria", um assunto imbuído de termo lógico que aguça a curiosidade de mergulhantes religiosos e de alguém predisposto em adquirir conhecimentos sobre espiritualismo.

Para explicar a diferença entre uma consciência que já pensa na possibilidade de se manifestar além da matéria e outra que já vivencia essa manifestação, temos os dois casos a seguir:

Primeiro caso. Pessoa que não teve sequer uma experiência lúcida fora do corpo humano na vida atual.

1. Pensa e admite que, de alguma forma, podemos mesmo existir além da vida humana;

2. Junta essa possibilidade com outras crenças que já tem;

3. Na hora de falar de coisas "reais", explica a morte biológica como o fim da vida;

4. Com isso, entra em contradição entre entender as possibilidades da vida além da matéria e o conceito aprendido – e mais aceito socialmente – de que a morte biológica é o fim da existência da consciência.

Essa confusão de conceitos se dá pela falta de experiências na vida além da matéria – dimensões extra-físicas. A pessoa toma como verdade aquilo que experimenta e só poderá ampliar seus horizontes com novas experiências.

Segundo caso. A pessoa já teve pelo menos uma experiência lúcida fora do corpo humano.

1. Pensa e admite que, de alguma forma, podemos mesmo existir além da vida humana;

2. Junta essa possibilidade com outras crenças que já tem;

3. Já não consegue apenas falar da morte biológica como o fim da vida, pois se sente contraditória ao lembrar-se da experiência que teve;

4. Nesse ponto, pode partir para duas atitudes distintas. A primeira, permanecer com dúvidas procurando negar a nova realidade vislumbrada. E a segunda, de procurar saber mais sobre o tema, através de livros, revistas, palestras, cursos e até da internet, para poder posicionar-se com maior coerência.

Aqui é possível distinguir dois perfis opostos:

Primeiro Perfil. Neofobia (medo do novo). Pessoas que vivem mais com medo da mudança, da novidade. Vivem sob valores e princípios vindos de fora, de outras pessoas. Com princípios sólidos, imutáveis, para toda a vida. Mesmo recebendo informações novas dos vários meios que encontra à disposição, prefere ficar sempre na mesma.

Segundo Perfil – Neofilia (gosto pelo que é novo). Pessoas que têm maior gosto pela novidade. Buscam viver pelos próprios valores, buscados, analisados e escolhidos como "regras" mais coerentes. O gosto pela novidade leva à maior capacidade de mudança, de reciclagem.

Essa renovação inclui a mudança de valores, descartando os anacrônicos, já desgastados e inúteis, para viver sob novos princípios.

A qualidade dos princípios escolhidos para viver, muda para cada personalidade. Depende do nível já adquirido de discernimento e de espiritualidade.

E você leitor, como se posiciona quanto às suas vivências? E quanto à relação Neofobia x Neofilia?

Junho 2009

 

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