A beleza

Wilar Franco

Beleza... Não está nos olhos, mas na alma. Os olhos apenas focalizam imagens materiais refletidas pela incidência de luz, por intermédio do cristalino, induzindo suas vibrações elétricas que passam pelo nervo óptico, sendo elas conduzidas ao cérebro e, este, por assim dizer, decifrar e julgar, como afirma a ciência de forma incompleta ao limitar tudo ao cérebro, em detrimento à existência de algo aquém dos neurônios, quanto à luz dos prismas espirituais.

Mas, pensando bem, o cérebro é apenas uma massa cinzenta... Material orgânico, que, por ser matéria, mera poeira cósmica, organizada pela força inteligente do universo, um limiar evolutivo das espécies do planeta, é fungível e por si só, não teria ele a capacidade de julgar coisa alguma!

O cérebro, em consórcio com o coração, bem como os neurônios e o sistema ganglionar autônomo "grande simpático espinhal", são órgãos naturalmente unidos aos cordões fluídicos, como afirma com perfeição o Dr. Antônio Pinheiro Guedes.

O espírito, ente de natureza imortal, por ser esfera universal de ânimo individualizado e de personalidade singular, dotado de determinada dose de inteligência e sensibilidade, subordinado logicamente ao seu patamar evolutivo julga, e, inegavelmente, há nesse caso a possibilidade de deturpação na apreciação e interpretação não só das imagens, mas de tudo que concernem aos princípios da apuração sensitiva, na verdade, avalia a beleza e devolve ao cérebro os impulsos vibratórios, dentre tantos outros, sendo sua energia perene e universal, o eterno princípio da sustentação da vida inteligente do cosmo... Aquele que comanda verdadeiramente as ações das criaturas fita e biológicas, estendendo-se às mais evoluídas do universo, servindo-se do cérebro, para comandar o corpo, pois, se quando o calor, a energia, os impulsos e as vibrações conduzidas pelos cordões fluídicos deixam de atuar no cérebro e simultaneamente no sistema autônomo, por razões diversas, o corpo, perde a animação, ou seja, "a vida útil", e se decompõe logo após, em dissolução química e orgânica, sem que qualquer legista tenha capacidade de extrair do cérebro, vivo ou sem vida, algum pensamento ou lembrança que poderiam até elucidar crimes e mistérios.

Então, os critérios do julgamento das imagens e da beleza visto por esse prisma, tornam-se diferentes.

Concluímos que o poder da visão é uma soma de vibrações ópticas, conduzidas ao cérebro, e este, porém, o elo de ligadura das vibrações a transmitir ao espírito, pelos cordões fluídicos, cabendo a sensibilidade do julgamento da beleza ao espírito encarnado, assim como, todos os julgamentos inexauríveis às necessidades de sobrevivência e subsistência do ser, seja humano, seja de espécie inferior ou superior aos humanos, em outros planetas, porém, dotados necessariamente dessa massa cinzenta.

Só é bela a obra, se nela, a alma revestida de sensibilidade puder encontrar valores harmoniosos e belezas que transcendam às imagens mutáveis muitas vezes quiméricas.

Só é bela a criatura se em suas atitudes, a alma for revestida de pureza e valor. Pois, tudo que na alma cultivamos, reflete-se e floresce no corpo, nas artes, nas literaturas, pinturas e atividades artísticas de um modo geral, bem como na felicidade e saúde.

Moral da história:
A matéria por si só não pensa e a consciência da existência da beleza, não é vista pelos olhos nem pelo cérebro; mas pelo esplendor e a sensibilidade da alma!

Julho 2010

 

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